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A Criação do Primeiro Embrião Híbrido Humano-Porco

O embrião híbrido foi criado em laboratório e vem sendo chamado de quimera ou Human-pig!

Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram desenvolver células humanas dentro de embriões de porcos no laboratório, criando híbridos descritos como quimeras pelos pesquisadores.

O Human-Pig, ou Porco-Humano, é uma prova de que através da evolução científica será possível sanar um grave problema atual, a falta de órgãos para quem precisa de um transplante.

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Mais de 150 dos embriões viraram quimeras, o que significava que haviam desenvolvido precursores de órgãos, incluindo o coração e o fígado.

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Mas continham uma pequena quantidade de células humanas – cerca de uma em cada 10.000 das células dos híbridos eram humanas.

Essa é uma prova de que híbridos são possíveis.

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O objetivo é encontrar uma maneira de usar essas peças cultivadas em laboratório para transplantes.

Desta forma foi provado que células humanas podem ser introduzidas num organismo não-humano, sobrevivendo e até crescendo dentro do animal hospedeiro, neste caso, o porco.

A Criação

Para criar esta quimera, células-tronco humanas foram injetadas em um embrião suíno que já havia sido preparado anteriormente.

Essas células-tronco podem se desenvolver e dar origem a qualquer tipo de tecido.

Ainda de acordo com os cientistas, dos 2.075 embriões implantados apenas 186 continuaram a desenvolver até o estágio de 28 dias.

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Apesar da pequena parcela que continuou ‘firme e forte’ o Porco-Humano é um marco na história da ciência.

“Esta é a primeira vez que as células humanas são vistas crescendo dentro de um grande animal”, disse o professor Juan Carlos Izpisua Belmonte, do Instituto Salk, ao site da BBC News.

Benefícios da Experiência

Segundo o explicado pelo professor Belmonte, o maior benefício é para doação de órgãos.

Como o desenvolvimento uterino dos porcos é rápido – a gestação é de apenas quatro meses – isso podia fim a espera por doações.

No entanto, o pesquisador foi categórico em afirmar que ainda será preciso esperar algum tempo para que humanos possam receber os órgãos da quimera.

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Apesar da grande esperança que esta experiência traz à área da medicina da transplantação, ainda existem algumas arestas que precisam ser limadas.

Segundo Ke Cheng, especialista em células estaminais na Universidade de Carolina do Norte, o tecido humano parece atrasar o crescimento do embrião.

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E, para além disso, os órgãos criados nestes embriões ainda possuem uma quantidade significativamente grande de tecido porcino.

Que, provavelmente, levaria à rejeição dos mesmos por parte de humanos.

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No entanto, esta não é a única aplicação para o Porco-Humano.

De acordo com o cientista, os híbridos podem ser de grande ajuda para testar medicamentos e tratamentos antes de testes com humanos.

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E studar o surgimento e evolução de doenças e também para estudar melhor os primeiros estágios do desenvolvimento do embrião humano.

Próximo Passo

O próximo passo será tentar perceber até quanto é possível aumentar o número de células humanas nos órgãos dos embriões, de forma a que estes o tolerem.

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O método actual é o iniciar desta nova era.

Mas ainda não é claro se o objectivo final de transplantação em humanos será alcançado ou não.

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Izpisua Belmonte concorda que serão necessários vários anos até que este processo seja capaz de criar órgãos humanos funcionantes.

“Claro que o objectivo final das investigações com quimeras é aprender como podemos usar as células estaminais e as tecnologias de edição de genes para gerar tecidos e órgãos humanos geneticamente compatíveis.

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E nós estamos muito otimistas e acreditamos que a continuação do nosso trabalho vai levar a um eventual sucesso”, afirma a investigadora.

A Ética

Este tipo de pesquisa traz diversas questões de segurança e ética.

Uma objeção significativa é a possibilidade de vírus ultrapassarem mais facilmente a barreira entre as espécies.

Doctor with stethoscope in a hospital

Há também o fator ético de uma mistura tão intrincada de tecidos humanos e animais, bem como a preocupação de que esses híbridos possam desenvolver um cérebro humano.


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