O que nunca te contaram sobre a TRI – Teoria de Resposta ao Item no Enem

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Publicado em: 08/02/2020

Artigo sobre um segredo que nunca te falaram sobre a TRI (Teoria de Resposta ao Item) e que pode mudar a forma como você faz a prova do Enem.

Desde o ano de 2009 o Inep utiliza a TRI – Teoria de Resposta ao Item – como metodologia para o cálculo final das notas do Enem – Exame Nacional do Ensino Médio. E quase 10 anos depois da primeira prova utilizando o modelo de avaliação, muita gente ainda não conhece como a metodologia funciona. Neste artigo eu vou revelar alguns “segredos” sobre o método.

De maneira simples, como funciona a TRI?

A Teoria de Resposta ao Item é modelo estatístico que é objeto de pesquisa no meio acadêmico e é utilizado há vários anos em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, as duas principais provas equivalentes ao Enem no Brasil (SAT e GMAT) o utilizam para o cálculo de suas notas finais.

Diferente dos vestibulares tradicionais, onde sua nota final era calculada através de uma soma simples da sua quantidade de acertos utilizando um modelo chamado TCT (Teoria Clássica de Testes), essa metodologia leva em consideração o peso que cada questão possui para compor a sua nota final.

Coerência Pedagógica

E é aqui que chega o ponto crítico: o peso de cada questão é o que dita o grau de dificuldade de cada questão. E de maneira bem simples, se você acerta uma questão difícil e erra uma questão fácil, supõe-se que você chutou a questão difícil e sua nota é prejudicada. Ou seja, para que sua nota aumente, suas respostas deverão ser coerentes pedagogicamente.

Por isso esse motivo não faz sentido cursinhos tradicionais insistirem na aplicação de simulados com níveis mais elevados de dificuldadedo que as provas do Enem, porque acima de tudo, você tem, em média, pouco mais de 3 minutos para fazer cada questão. Se você perder tempo fazendo as questões difíceis e errar (ou mesmo deixar de fazer e ter que chutar) as questões fáceis, você será muito prejudicado.

Um segredo que nunca te contaram sobre a TRI.

Sem delongas, a TRI não sabe se você chutou ou não as questões difíceis. E por que isso é importante? Para que você saiba que as questões difíceis devem ser sua MENOR preocupação. Se você encontrar uma questão muito difícil na hora da prova, principalmente você que já resolveu todas as provas anteriores do Enem e não viu uma questão parecida com essa nos últimos 3 anos, por exemplo, PULE, simples assim. 

Mas pule a questão SEM MEDO e SEM DOR NO CORAÇÃO, e lembre de uma coisa: “Não é a questão difícil que vai aumentar sua nota, é a sua coerência pedagógica”, que será apreciada nas questões fáceis e médias.

Como usar a TRI para estudar com eficiência?

Depois de tudo o que falei, fica fácil deduzir, certo? Você vai analisar as provas de anos anteriores e repetir o mantra:

Preciso estudar mais o que eu sei menos e cai mais.  

Além de estudar o que cai mais, o Enem costuma repetir o grau de dificuldade desses conteúdos, então o ideal é que você comece pelas questões fáceis, depois médias e, se der tempo, as difíceis.


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