Pacientes com câncer incurável entram em remissão após terapia genética

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Pacientes com câncer incurável entram em remissão após terapia genética

 

Estudo mostra boa resposta em mais de 90% dos casos de mieloma múltiplo e dá esperanças de cura.

Médicos e pesquisadores divulgaram os resultados de uma pesquisa com imunoterapia que apresentou taxa de resposta “sem precedentes” em pacientes com mieloma múltiplo.

Um tipo de câncer no sangue até hoje incurável.

Que pode danificar os ossos, o sistema imunológico, os rins e a contagem de glóbulos vermelhos.

Remissão da doença

Na pesquisa, 33 dos 35 pacientes (94%) com esse câncer que participaram da experiência apresentaram remissão da doença — quando não há sinais dela.

Mas ainda não se pode dizer que se está curado — apenas dois meses depois de começarem uma terapia com de células T, que são as reponsáveis pelo sistema imunológico.

O método

Os cientistas retiraram células T dos próprios pacientes, modificaram-nas em laboratório com receptor de antígeno quimérico (CAR).

Depois injetaram novamente nos participantes, por meio intravenoso.

Os primeiros resultados já começaram dez dias após esse processo.

E a maioria dos pacientes teve efeitos colaterais mínimos.

Divulgação

Os dados foram divulgados durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica 2017 (ASCO).

Em Chicago, nos EUA, e publicados no “Journal of Clinical Oncology”.

Especialistas presentes no evento ressaltam que, apesar de o número de pacientes ser pequeno, é raro que qualquer tratamento contra o câncer tenha tamanho sucesso.

Ainda é cedo, mas esses dados são um forte sinal de que a terapia com células T CAR pode colocar o mieloma múltiplo em remissão“, destacou o oncologista Michael S. Sabel, da Universidade de Michigan.

É raro ver taxas de resposta tão altas, especialmente para um câncer difícil de tratar. Isso serve como prova de que a pesquisa de imunoterapia compensa.

A luta continua

A reprogramação genética das células T envolve a inserção de um gene projetado artificialmente no genoma dessas células, o que as ajuda a encontrar e destruir células cancerosas em todo o corpo.

Novas pesquisas ainda serão realizadas para determinar se esse tratamento é capaz, de fato, de curar a doença.

Embora os avanços recentes na quimioterapia tenham dado uma expectativa de vida prolongada a quem tem mieloma múltiplo, este câncer permanece incurável”, pontuou o autor do estudo, Wanhong Zhao.

Zhao é diretor associado de Hematologia no Second Affiliated Hospital da Universidade Xi’an Jiaotong, na China.

“Nos parece que, com esta nova imunoterapia, pode haver uma chance de cura para o mieloma múltiplo, mas precisamos acompanhar pacientes por muito mais tempo para confirmar isso” , afirma Zhao.

 

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