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Os piores cheiros que os médicos sentem na hora da cirurgia.

Você, vestibulando(a) de medicina, que estuda para ser um cirurgião. Já se perguntou que cheiro tem um processo cirúrgico?!

Não é raro que os mais corajosos, ou melhor, com sangue-frio já tenham se aventurado nos vídeos que mostram cirurgias em detalhes, como se o espectador estivesse lá – dentro da sala e quase com a mão no bisturi.

Mas há algo que você nunca vai sentir pela internet (pelo menos por enquanto):

O cheiro

Tudo tão limpinho. Mas qual será o cheiro?!

Sarah Laskow, jornalista do Atlas Obscura, conta que tinha apenas 11 anos quando o pai, médico, a convidou para assistir a uma de suas operações. Sua primeira impressão foi sobre o centro cirúrgico: tão organizado e estéril que ela nunca imaginou o que o seu nariz estava prestes a sentir.

Uma sala de cirurgia é tão bem organizada e esterilizada que é difícil imaginar que ela seja capaz de ter qualquer tipo de cheiro”, escreveu.

Mesmo quem não é chegado no assunto, deve saber que, assim que o procedimento começa, é necessário que a pele do paciente seja cortada por um bisturi. Para atravessar a gordura, o equipamento usado é o cautério elétrico, que chega a temperaturas muito altas.

Cautério elétrico

Cautério Elétrico

Ele cauteriza pequenos vasos sanguíneos para limitar o sangramento, dessa forma, o primeiro cheiro a aparecer é o de carne sendo queimada.

Na minha memória, esse cheiro é nauseante e insuportável, tive que deixar a sala nesse momento, porque não consegui lidar com isso. Cortar o corpo cria uma fumaça e eu me lembro do cheiro como algo muito pior do que cabelo queimado”, conta a jornalista.

Para alguns médicos isso é algo bem comum, eles estão tão acostumados que, alguns, até dizem que o cheiro é bom, “semelhante a um churrasco”.

Além do cheiro

Além do cheiro de carne queimada, outro bem marcante, em algumas cirurgias, é revelado através do corte do osso, que é semelhante ao de cabelos sendo queimados. Um cheiro metálico completa o ambiente, por causa do sangue. Cérebros e tumores – apesar de alguns cães serem treinados para identificá-lo – não possuem nenhum tipo de cheiro.

Neurocirurgia: retirada de tumor.

 

Contudo, há algumas cirurgias que até mesmo os próprios médicos não aguentam o mal odor. São as que envolvem tecido morto ou em estado de decomposição, em que há alguma presença de bactérias, pus, tais como casos de gangrena gasosa, em que bactérias infectam e mata o tecido deixando um cheiro particular; peritonite, uma infecção do abdômen que tem o cheiro de um cadáver decomposto; e sangue digerido, que é algo que ninguém deve presenciar.

Outra condição que tem uma péssima reputação por causa do odor desagradável é a gangrena de Fournier – que afeta a região do períneo e pode ser fatal. Essencialmente, envolve carne morta e o médico precisa fazer a remoção dela. O cheiro? Um estudante de medicina descreveu como “cocô, lodo de esgoto, podridão, coisas mortas, tudo isso em uma coisa só”.

Outro terror dos médicos são as cirurgias que envolvem intestino morto. De acordo com a jornalista, um deles descreveu como “o pior cheiro possível. É basicamente, uma combinação de fezes e carne morta que infesta completamente todo o lugar”.

De acordo com seu pai, “o cheiro parece permear através do avental e luvas e permanece em você. Não importa quantas vezes você lave as mãos, ele não vai desaparecer”.

Amor pela profissão

Mas, isso faz parte do trabalho. E se você está se perguntando como eles fazem para lidar com isso, saiba que há um pequeno truque: passar um pouco de Vick VaporRub, óleo de gaultéria ou tintura de benjoim nas máscaras cirúrgicas.

Então você já sabe o deve fazer quando tiver indo para sua primeira aula no centro cirúrgico. E independente do cheiro, naquele momento o que você irá desejar é que o paciente saia vivo e curado!

E termino essa matéria com uma das frases da nossa querida Meredith Grey.

“Em geral, as pessoas podem ser divididas em duas categorias: as que adoram surpresas e as não gostam. Eu não gosto. Jamais conheci um cirurgião que gostasse de surpresa. Porque nós cirurgiões gostamos de saber de tudo, nós temos que saber, porque quando não sabemos as pessoas morrem e somos processados.”

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