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66 Exercícios sobre Aristóteles para Enem e Vestibulares

Esta lista possui 66 exercícios de Filosofia (Antiguidade Clássica) sobre Aristóteles e é indicada para quem está se preparando para Enem e vestibulares.

O gabarito dos exercícios encontra-se no final do artigo, bem como o link caso deseje baixar o PDF com a lista.

Exercícios sobre Aristóteles

01 – (UFU MG)   

Aristóteles. Sobre a alma, I,1 403ª

 25-32. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2010.

Considerando-se o trecho acima, extraído da obra Sobre a Alma, de Aristóteles (384-322 a.C.), assinale a alternativa que nomeia corretamente a doutrina aristotélica em questão.

“O filósofo natural e o dialético darão definições diferentes para cada uma dessas afecções. Por exemplo, no caso da pergunta “O que é a raiva?”, o dialético dirá que se trata de um desejo de vingança, ou algo deste tipo; o filósofo natural dirá que se trata de um aquecimento do sangue ou de fluidos quentes do coração. Um explica segundo a matéria, o outro, segundo a forma e a definição. A definição é o “o que é” da coisa, mas, para existir, esta precisa da matéria.”

a)      Teoria das categorias.

b)      Teoria do ato-potência.

c)      Teoria das causas.

d)      Teoria do eudaimonismo.

02 – (UEL PR)   

Leia o texto a seguir.

Alguns julgam que a grandeza de uma cidade depende do número dos seus habitantes, quando o que importa é prestar atenção à capacidade, mais do que ao número de habitantes, visto que uma cidade tem uma obra a realizar. [. . . ] A cidade melhor é, necessariamente, aquela em que existe uma quantidade de população suficiente para viver bem numa comunidade política. [. . . ] resulta evidente, pois, que o limite populacional perfeito é aquele que não excede a quantidade necessária de indivíduos para realizar uma vida auto-suficiente comum a todos. Fica, assim, determinada a questão relativa à grandeza da cidade.

(ARISTÓTELES, Política 1326b6-25
 Edição bilíngue. Tradução e notas de
António C. Amaral e Carlos C. Gomes.
Lisboa: Vega, 1998. p. 495- 499.)

Com base no texto e considerando o papel da cidadeestado (pólis) no pensamento ético-político de Aristóteles, assinale a alternativa correta.

a)      As dimensões da pólis determinam a qualidade de seu governo: quanto mais cidadãos, maior e melhor será a sua participação política.

b)      A pólis não é natural, por isso é importante organizá-la bem em tamanho e quantidade de cidadãos para que a sociedade seja autossuficiente.

c)      O ser humano, por ser autossuficiente, pode prescindir da pólis, pois o bem viver depende mais do indivíduo que da sociedade.

d)      A pólis realiza a própria obra quando possui um número suficiente de cidadãos que possibilite o bem viver.

e)      O ser humano, como animal político, tende a realizarse na pólis, mesmo que esta possua quantidade excessiva de cidadãos

03 – (UEM PR)   

“[…] Há duas espécies de excelência: a intelectual e a moral. Em grande parte a excelência intelectual deve tanto o seu nascimento quanto o seu desenvolvimento à instrução (por isto ela requer experiência e tempo); quanto à excelência moral, ela é o produto do hábito, razão pela qual seu nome é derivado, com uma ligeira variação, da palavra ‘hábito’. É evidente, portanto, que nenhuma das várias formas de excelência moral se constitui em nós por natureza, pois nada que existe por natureza pode ser alterado pelo hábito. […] Portanto, nem por natureza nem contrariamente à natureza a excelência moral é engendrada em nós, mas a natureza nos dá a capacidade de recebê-la, e esta capacidade se aperfeiçoa com o hábito.” (ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. In MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 53). Com base no texto aristotélico é correto afirmar.

01)    Os indivíduos não nascem com qualidades morais, mas as adquirem com a prática.

02)    As qualidades intelectuais decorrem da natureza do indivíduo.

04)    A natureza humana não pode gerar a excelência moral.

08)    Para o filósofo, o hábito compreende tão somente o exercício de ações excelentes ou virtuosas.

16)    Caso as qualidades morais fossem inatas, não poderiam ser modificadas pelas ações dos indivíduos ao longo do tempo.

04 – (UNCISAL AL)   

“O bem do indivíduo é da mesma natureza que o bem da Cidade, mas este é mais belo e mais divino porque se amplia da dimensão do privado para a dimensão do social, para a qual o homem grego era particularmente sensível, porquanto concebia o indivíduo em função da Cidade e não a Cidade em função do indivíduo”.

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario.
História da filosofia – v. 1. 3.ed.
São Paulo: Paulus, 2003, p. 221.

Em Aristóteles, a primazia da Cidade, apresentada no excerto, reflete-se na ideia de ser humano como animal político. Nesse sentido, Aristóteles entende como sendo cidadãos

a)      todos os que vivem em uma cidade, o que inclui homens e mulheres, escravos e livres, nativos e estrangeiros.

b)      apenas os homens livres, residentes na Cidade, e colonos que habitam a região rural.

c)      todos os indivíduos nascidos na Cidade, homens e mulheres, aos quais se facultava o direito de escolher os seus governantes, legisladores e juízes.

d)      os que participam da administração da coisa pública, ou seja, que fazem parte das assembleias que legislam, governam e administram a justiça na cidade.

e)      homens e mulheres, detentores de riqueza suficiente para pagar os impostos necessários à manutenção da administração da coisa pública, o que inclui os que governam, os que legislam e os que administram a justiça.

05 – (UEM PR)   

“Pois bem, o que no passado e no presente foi sempre objeto de investigação e sempre objeto de dificuldades, o que é o ser, é isto: o que é a substância (quanto a isto, uns  dizem que há uma única, outros que há mais do que uma e uns dizem que é em número limitado, outros que é em número ilimitado); por esta razão, nós devemos investigar, sobretudo, primeira e, por assim dizer, unicamente o que é o ser concebido deste modo”.

(ARISTÓTELES. Metafísica, VII, 1028b2-7.
In: FIGUEIREDO, V. Filósofos na sala de aula. V.
3, São Paulo: Berlendis & Vertecchia Editores, 2008, p. 14).

Com base no trecho citado e nos conhecimentos sobre o assunto, assinale o que for correto.

01)    A investigação da noção de ser é um problema central para a reflexão filosófica.

02)    A definição de substância de algo é, no limite, a definição do ser desse algo.

04)    A substância não é alvo de estudos no presente, mas foi analisada pelos filósofos do passado.

08)    O filósofo defende uma investigação da substância exclusivamente enquanto o ser de algo, aquilo que algo é.

16)    A definição do que é algo, o seu ser, não se altera no tempo nem no espaço.

06 – (UEL PR)   

Leia o texto a seguir.

Ao que parece, duas causas, e ambas naturais, geraram a poesia. O imitar é congênito no homem, e os homens se comprazem no imitado. Sinal disso é o que acontece na experiência: nós contemplamos com prazer as imagens mais exatas daquelas mesmas coisas que olhamos com repugnância, por exemplo, as representações de animais ferozes e de cadáveres. Causa é que o aprender não só muito apraz aos filósofos, mas também, igualmente, aos demais homens, se bem que menos participem dele. Efetivamente, tal é o motivo por que se deleitam perante as imagens: olhando-as aprendem e discorrem sobre o que seja cada uma delas, e dirão, por exemplo, “este é tal”. Porque, se suceder que alguém não tenha visto o original, nenhum prazer lhe advirá da imagem, como imitada, mas tão-somente da execução, da cor ou qualquer outra causa da mesma espécie.

(Adaptado de: ARISTÓTELES, Poética. Trad. Eudoro de Sousa.
São Paulo: Abril Cultural, 1973. p.445. Os Pensadores.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a noção de imitação (mímesis) em Aristóteles, assinale a alternativa correta.

a)      A pintura e a poesia retratam prazerosamente as coisas imitadas como mais belas do que são na realidade.

b)      A pintura e a poesia são prazerosas quando retratam coisas agradáveis, já as imitações desagradáveis nenhum prazer causam nas pessoas.

c)      Ao dizer “este é tal”, percebem-se a cor e as técnicas usadas pelo pintor, o que provoca uma sensação desagradável.

d)      As imitações da poesia e da pintura causam prazer ao se reconhecer o retratado, mesmo que seja uma retratação de algo desagradável.

e)      Diferentemente da pintura, a poesia surgiu via causas naturais, pois, nesta, a imitação é uma característica adquirida na experiência.

07 – (UEM PR)   

“É pois com direito que a filosofia é também chamada a ciência da verdade: o fim da [ciência] especulativa é, com efeito, a verdade, e o da [ciência] prática, a ação; porque, se os práticos consideram o como, não consideram o eterno, mas o relativo e o presente. E nós não conhecemos o verdadeiro sem [conhecer] a causa.”

(ARISTÓTELES, Metafísica (L. II, cap. 1). Coleção Os Pensadores.
São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 39-40).

A partir do texto citado, assinale o que for correto.

01)    Para Aristóteles, a verdade deve ser eterna e imutável.

02)    Segundo Aristóteles, a filosofia é a única ciência verdadeira.

04)    Conhecer a causa de uma ação é conhecer a sua verdade.

08)    Para Aristóteles, a verdade de algo se conhece por meio das causas desse algo.

16)    Para Aristóteles, a ciência prática volta suas atenções para como as coisas estão dispostas e não para as causas destas.

08 – (UEM PR)   

“[…] quanto à excelência moral, ela é o produto do hábito. […] É evidente, portanto, que nenhuma das várias formas de excelência moral se constitui em nós por natureza, pois nada que existe por natureza pode ser alterado pelo hábito. […] Portanto, nem por natureza nem contrariamente à natureza a excelência moral é engendrada em nós, mas a natureza nos dá a capacidade de recebê-la, e esta capacidade se aperfeiçoa com o hábito”. (ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco in MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 53). A partir do texto citado, assinale o que for correto.

01)    Segundo Aristóteles, alguém que nasce com falta de moralidade não poderá alterar essa condição de sua personalidade.

02)    Segundo Aristóteles, o hábito significa a repetição de ações morais, com vista a seu aperfeiçoamento.

04)    Segundo Aristóteles, as pessoas já nascem com excelências morais, isso é algo inato.

08)    Segundo Aristóteles, a excelência moral é algo que os indivíduos podem ou não adquirir.

16)    Segundo Aristóteles, todos os seres humanos possuem a capacidade de se aperfeiçoar moralmente.

09 – (UEM PR)   

“Portanto, quem possua a noção sem a experiência, e conheça o universal ignorando o particular nele contido, enganar-se-á muitas vezes no tratamento, porque o objeto da cura é, de preferência, o singular. No entanto, nós julgamos que há mais saber e conhecimento na arte do que na experiência, e consideramos os homens de arte mais sábios que os empíricos, visto a sabedoria acompanhar em todos, de preferência, o saber. Isto porque uns conhecem a causa, e os outros não. Com efeito, os empíricos sabem o ‘quê’, mas não o ‘porquê’; ao passo que os outros sabem o ‘porquê’ e a causa. (ARISTÓTELES. Metafísica, livro I, cap. 1. Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 12). A partir do texto citado, assinale o que for correto.

01)    Segundo Aristóteles, o conhecimento do singular, adquirido pela experiência, não pode ser tomado como um conhecimento universal sobre algo determinado.

02)    Segundo Aristóteles, o conhecimento do universal independe dos entes particulares ou singulares.

04)    Segundo Aristóteles, conhecer algo é conhecer as suas causas e não apenas constatar “que” algo existe.

08)    Segundo Aristóteles, os empíricos, ou pessoas que possuem um conhecimento calcado na experiência, conhecem o porquê e a causa das coisas.

16)    Segundo Aristóteles, o conhecimento do sábio é superior ao do empírico porque engloba este, sem que isso signifique desprezo do conhecimento empírico ou das coisas particulares.

10 – (UFU MG)   

Segundo Giovanni Reale, “a metafísica aristotélica é inteiramente constituída por termos e conceitos pluridimensionais e polivalentes, e isso vale a começar pelo próprio conceito que define ‘metafísica’ ou ‘filosofia primeira’, que constantemente, ao longo dos catorze livros, é determinado de quatro modos diferentes”.

REALE, G. Aristóteles: Metafísica. Ensaio Introdutório, Vol 1. Trad.
Marcelo Perine. São Paulo: Ed. Loyola, 2001, p. 37.

Sobre os quatro modos diferentes, assinale a alternativa INCORRETA.

a)      Trata-se de ciência do ser enquanto ser e do que compete ao ser enquanto ser, isto é, ciência das causas e dos princípios supremos.

b)      Trata-se de ciência da percepção sensível e, então, ancorada em constatações empíricas que buscam no “o quê” as coisas que são a sua razão de ser.

c)      O ser tem múltiplos significados, então, a metafísica é ciência das causas e dos princípios da substância, fundamento de todos os outros significados.

d)      A metafísica é ciência teológica ou relativa às coisas divinas, pois se dedica a uma substância primeira, transfísica ou suprafísica.

11 – (UFU MG)   

É da mesma maneira, então, que adquirimos as virtudes. Isto é, primeiramente pondo-as em prática. É assim também que fazemos com as restantes técnicas, porque, ao praticar, adquirimos o que procuramos aprender. Na verdade, fazer é aprender.

Aristóteles. Ética a Nicômaco, II, 1, 1103 a 33-35.

A partir do fragmento e de seus conhecimentos sobre o assunto, responda:

a)      Qual é a relação entre virtude e felicidade, segundo Aristóteles?

b)      Como pode o homem adquirir as virtudes éticas?

12 – (ENEM)   

Dado que, dos hábitos racionais com os quais captamos a verdade, alguns são sempre verdadeiros, enquanto outros admitem o falso, como a opinião e o cálculo, enquanto o conhecimento científico e a intuição são sempre verdadeiros, e dado que nenhum outro gênero de conhecimento é mais exato que o conhecimento científico, exceto a intuição, e, por outro lado, os princípios são mais conhecidos que as demonstrações, e dado que todo conhecimento científico constitui-se de maneira argumentativa, não pode haver conhecimento científico dos princípios, e dado que não pode haver nada mais verdadeiro que o conhecimento científico, exceto a intuição, a intuição deve ter por objeto os princípios.

ARISTÓTELES. Segundos analíticos.
 In: REALE, G. História da filosofia
 antiga
. São Paulo: Loyola, 1994.

Os princípios, base da epistemologia aristotélica, pertencem ao domínio do(a)

a)      opinião, pois fazem parte da formação da pessoa.

b)      cálculo, pois são demonstrados por argumentos.

c)      conhecimento científico, pois admitem provas empíricas.

d)      intuição, pois ela é mais exata que o conhecimento científico.

e)      prática de hábitos racionais, pois com ela se capta a verdade.

13 – (ENEM)   

A definição de Aristóteles para enigma é totalmente desligada de qualquer fundo religioso: dizer coisas reais associando coisas impossíveis. Visto que, para Aristóteles, associar coisas impossíveis significa formular uma condição, sua definição quer dizer que o enigma é uma contradição que designa algo real, em vez de não indicar nada, como é de regra.

COLLI, G. O nascimento da filosofia.
Campinas: Unicamp, 1996 (adaptado).

Segundo o texto, Aristóteles inovou a forma de pensar sobre o enigma, ao argumentar que

a)      a contradição que caracteriza o enigma é desprovida de relevância filosófica.

b)      os enigmas religiosos são contraditórios porque indicam algo religiosamente real.

c)      o enigma é uma contradição que diz algo de real e algo de impossível ao mesmo tempo.

d)      as coisas impossíveis são enigmáticas e devem ser explicadas em vista de sua origem religiosa.

e)      a contradição enuncia coisas impossíveis e irreais, porque ela é desligada de seu fundo religioso.

14 – (UNCISAL AL)   

As investigações filosóficas desse filósofo deram origem a diversas áreas do conhecimento. Suas obras influenciaram a Biologia, a Zoologia, a Física, a História natural, a Poética, a Psicologia, além das disciplinas propriamente filosóficas como a Ética, a Teoria política, a Estética e a Metafísica. Ele é reconhecido como aquele que iniciou o estudo científico da vida, pois foi o primeiro interessado na morfologia e no modo como os animais podem ser agrupados, do ponto de vista de suas semelhanças e diferenças, realizando estudos sistemáticos, sendo considerado como o pai da biologia. Seu modo de investigação influenciou a cultura ocidental e a ciência moderna.

ARAÚJO, Magnólia Fernandes Florêncio de; MENEZES, Alexandre;
COSTA, Ivaneide Alves Soares da. História da Biologia.
2. ed. Natal: EDUFRN, 2012 (adaptado).

O texto refere-se ao filósofo

a)      Tales de Mileto.

b)      Aristóteles.

c)      Pitágoras.

d)      Sócrates.

e)      Platão.

15 – (Unesp SP)   

Sendo, pois, de duas espécies a virtude, intelectual e moral, a primeira gera-se e cresce graças ao ensino – por isso requer experiência e tempo –, enquanto a virtude moral é adquirida em resultado do hábito. Não é, pois, por natureza, que as virtudes se geram em nós. Adquirimo-las pelo exercício, como também sucede com as artes. As coisas que temos de aprender antes de poder fazê-las, aprendemo-las fazendo; por exemplo, os homens tornam-se arquitetos construindo e tocadores de lira tocando esse instrumento. Da mesma forma, tornamo-nos justos praticando atos justos, e assim com a temperança, a bravura etc.

(Aristóteles. Ética a Nicômaco, 1991. Adaptado.)

Responda como a concepção de Aristóteles sobre a origem das virtudes se diferencia de uma concepção inatista, para a qual as virtudes seriam anteriores à experiência pessoal. Explique a importância dessa concepção aristotélica no campo da educação.

16 – (UEG GO)   

Filho de Nicômaco, médico do rei Amintas, pai de Filipe II da Macedônia, nasceu Aristóteles em Estagira, na

Trácia, em 384 a.C, falecendo em 322 a.C. com 62 anos de idade. Aristóteles construiu um sistema original, sendo que as principais características de sua filosofia são:

a)      observação fiel do mundo das ideias e o mito como explicação da realidade.

b)      observação fiel da natureza, rigor no método e unidade do conjunto.

c)      idealismo moderado, criticismo e ecletismo.

d)      ceticismo, racionalismo e arquétipos eternos.

17 – (UEL PR)   

Leia o texto a seguir.

É precisamente nos ritmos e nas melodias que nos deparamos com as imitações mais perfeitas da verdadeira natureza da cólera e da mansidão, e também da coragem e da temperança, e de todos os seus opostos e outras disposições morais (a prática prova-o bem, visto que o nosso estado de espírito se altera consoante a música que escutamos).

       (Aristóteles. Política. Ed: bilíngue. Trad. A. C. Amaral e C. C. Gomes.
Lisboa: Vega, 1998. Livro VIII, p. 579.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a música e a teoria política de Aristóteles, considere as afirmativas a seguir.

I.        A música pode incitar um certo estado de espírito, por isso deve-se escolher aquela que forme bem o caráter do cidadão.

II.       A música, por ter ritmo e melodia, incita paixões e mesmo qualidades éticas, sendo desnecessário cuidar de sua escolha.

III.      A música é a arte que melhor imita paixões e qualidades éticas, por isso ela é importante para a formação do cidadão.

IV.     A música incita a formação das virtudes e deve também ser estendida aos estratos inferiores da sociedade.

Assinale a alternativa correta.

a)      Somente as afirmativas I e II são corretas.

b)      Somente as afirmativas I e III são corretas.

c)       Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d)      Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.

e)      Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

18 – (UEL PR)   

Leia o texto a seguir.

A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática.

       (Aristóteles. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim.
São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p.    273.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a situada ética em Aristóteles, pode-se dizer que a virtude ética

a)      reside no meio termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta.

b)      implica na escolha do que é conveniente no excesso e do que é prazeroso na falta.

c)       consiste na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta.

d)      pauta-se na escolha do que é mais satisfatório em razão de preferências pragmáticas.

e)      baseia-se no que é mais prazeroso em sintonia com o fato de que a natureza é que nos torna mais perfeitos.

19 – (UEL PR)   

Leia os textos a seguir.

Aristóteles, no Livro IV da Metafísica, defende o sentido epistêmico do princípio de não contradição como o princípio primário, incondicionado e absolutamente verdadeiro da “ciência das causas primeiras”, ou melhor, o princípio que se apresenta como fundamento último (ou primeiro) de justificação para qualquer enunciado declarativo em sua pretensão de verdade.

“É impossível que o mesmo atributo pertença e não pertença ao mesmo tempo ao mesmo sujeito, e na mesma relação. […] Não é possível, com efeito, conceber alguma vez que a mesma coisa seja e não seja, como alguns acreditam que Heráclito disse […]. É por esta razão que toda demonstração se remete a esse princípio como a uma última verdade, pois ela é, por natureza, um ponto de partida, a mesma para os demais axiomas.”

       (ARISTÓTELES. Metafísica. Livro IV, 3, 1005b apud FARIA, Maria do Carmo B. de.
Aristóteles: a plenitude como       horizonte do ser. São Paulo: Moderna, 1994. p. 93.)

Com base nos textos e nos conhecimentos sobre Aristóteles, é correto afirmar:

a)      Aqueles que sustentam, com Heráclito, conceber verdadeiramente que propriedades contrárias podem subsistir e não subsistir no mesmo sujeito opõem-se ao princípio de não contradição.

b)      Pelo princípio de não contradição, sustenta-se a tese heracliteana de que, numa enunciação verdadeira, se possa simultaneamente afirmar e negar um mesmo predicado de um mesmo sujeito, em um mesmo sentido.

c)       Nas demonstrações sobre as realidades suprassensíveis, é possível conceber que propriedades contrárias subsistam simultaneamente no mesmo sujeito, sem que isso incorra em contradição lógica, ontológica e epistêmica.

d)      Para que se possa fundamentar o estatuto axiomático do princípio de não contradição, exige-se que sua evidência, enquanto princípio primário, seja submetida à demonstração.

e)      Com o princípio de não contradição, torna-se possível conceber que, se existem duas coisas não idênticas, qualquer predicado que se aplicar a uma delas também poderá ser aplicado necessariamente à outra.

20 – (UEL PR)   

Leia os textos a seguir.

Projeto de lei quer tornar ‘busca pela felicidade’ uma obrigação do Estado.

(Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/poder/787567

-projeto-de-lei-quer-tornar-busca-pela-felicidade-uma-obrigacao-

do-estado.shtml>. Notícia de 23 ago. 2010. Acesso em: 3 jul. 2011.)

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) lançou ontem um índice de “vida melhor” para medir a felicidade dos países, que vai bem além das cifras do Produto Interno Bruto (PIB).

(Disponível em: <http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-

diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/valor-economico /2011/05/25/ocde-cria-

indice-de-felicidade-nacional>. Notícia de 25 maio 2011. Acesso em: 3 jul. 2011.)

A felicidade, mais do que qualquer outro bem, é tida como o bem supremo, pois a escolhemos por si mesma e nunca por causa de algo mais. Por sua vez, a honra, o prazer e a razão, embora os escolhamos por si mesmos (pois os escolheríamos, ainda que nada resultasse deles) escolhemo-los por causa da felicidade, pensando que a posse deles nos tornará felizes. Ao contrário, ninguém escolhe a felicidade tendo em vista algum destes, tampouco, de um modo geral, qualquer outra coisa que não seja ela própria. Se a felicidade é a atividade conforme à virtude, será razoável que ela esteja em conformidade com a mais alta de todas as virtudes, a qual se refere à melhor parte de cada um de nós. Não só é a razão a melhor coisa que existe em nós, como também os objetos da razão são os melhores entre os objetos passíveis de ser conhecidos. É a mais contínua, já que a contemplação da verdade pode ter uma continuidade maior que a de qualquer outra atividade que possamos exercer.

(Adaptado de: ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd

Bornheim. 4. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p.15; 188. Coleção Os Pensadores.)

Pelas notícias acima, percebe-se que o tema felicidade está em voga. Para a filosofia, esse tema se impôs ainda na antiguidade clássica. Para Aristóteles, é insuficiente dizer que a felicidade – eudaimonia – é o maior bem para os seres humanos, pois há variações acerca do que cada um identifica por felicidade. Por essa razão, o filósofo afirma que é preciso compreender que tipo de vida ou bem viver está subjacente à felicidade.

A partir dos conhecimentos sobre o tema felicidade em Aristóteles, explique em que cada um dos três tipos principais de vida (honra, prazer, razão) se aproxima ou se afasta da felicidade.

21 – (UEL PR)   

Em sua obra Poética, na parte VI, Aristóteles apresenta a clássica definição de tragédia:

É pois a tragédia imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem ornamentada e com várias espécies de ornamentos distribuídos pelas diversas partes do drama, imitação que se efetua não por narrativa, mas mediante atores, e que, suscitando o temor e a piedade, tem por efeito a purificação das emoções.

(ARISTÓTELES. Poética. Rio de Janeiro: Nova Cultural, 1987. p.205.)

Explique essa definição de tragédia de Aristóteles, destacando os aspectos mais importantes e o seu significado na Poética.

22 – (UEM PR)   

A formação da polis, na Grécia Antiga, caracterizou-se por uma estrutura sociopolítica em que havia uma divisão substancial entre a esfera privada e a esfera pública. Com base na afirmação acima, assinale o que for correto.

01)    A divisão entre a esfera privada e a pública não impediu que todos os habitantes de Atenas participassem da vida política que se realizava na esfera pública.

02)    A Retórica era mal vista, pois era considerada um recurso linguístico enganoso e demagógico utilizado para ascender ao poder da esfera pública.

04)    Na esfera pública, é garantida a igualdade de direitos perante a lei, isto é, o princípio de isonomia, como também é reconhecida a igualdade de direito ao uso público e político da palavra, ou seja, o princípio de isegoria.

08)    Aristóteles, na sua obra Política, defende uma democracia em que a participação na esfera pública é concedida a todos os habitantes da polis.

16)    Habituados ao discurso, os cidadãos gregos encontram na ágora o espaço social para o debate e o exercício da persuasão, dando-lhes a possibilidade de decidir os destinos da polis.

23 – (UEM PR)   

“São de índole democrática os seguintes procedimentos: eleger todas as magistraturas entre todos os cidadãos; governar todos a cada um, e cada um a todos, em alternância; sortear as magistraturas ou na totalidade, ou então só as que não exijam experiência ou habilitação; impedir que o mesmo cidadão exerça duas vezes a mesma magistratura, a não ser em raras circunstâncias e apenas naquelas escassas magistraturas que não se relacionam com a guerra; reduzir ao mínimo o período de vigência de todas as magistraturas, ou então, do maior número possível delas; atribuir administração da justiça a todos os cidadãos escolhidos entre todos; depor a supremacia das decisões nas mãos da assembleia no tocante a todos os assuntos. Outro aspecto decisivo é o fato de nenhuma magistratura ser vitalícia e, no caso de um determinado cargo ter resistido a uma antiga reforma, ser democrático o fato de restringir o seu poder fazendo que a magistratura seja ocupada por sorteio em vez de eleição.” (ARISTÓTELES. Política. In: Filosofia. Livro Didático Público. Curitiba: SEED-PR, 2006. p.170). A partir dessas informações, assinale o que for correto.

01)    Pode-se afirmar, segundo o texto, que o sorteio de cargos políticos é preferível ao pleito eleitoral, uma vez que a eleição pode favorecer a aristocracia e a oligarquia, bem como ameaçar a democracia.

02)    Os ideais democráticos descritos pelo texto estão de acordo com os princípios de isonomia (igualdade de direitos perante a lei) e isègoria (igualdade de direitos ao uso político e público da palavra).

04)    Segundo o texto, a escolha dos magistrados é endereçada apenas àqueles que têm experiência e estão aptos a este ofício, já que nem todos os cidadãos têm direito a ocupar cargos públicos.

08)    As reformas administrativas, segundo o texto, entre outras virtudes no campo democrático, servem para provocar novas eleições.

16)    No texto, o estado de exceção, suscitado pela guerra, representa o ponto mais alto para o exercício das ideias democráticas.

24 – (UEM PR)   

Segundo a lógica clássica ou aristotélica, temos uma teoria do raciocínio como inferência (do latim inferre, “levar para”). “Inferir é obter uma proposição como conclusão de uma outra ou de várias outras proposições que a antecedem e são sua explicação ou sua causa. O raciocínio realiza inferências. [Ele] é uma operação do pensamento realizada por meio de juízos e enunciada por meio de proposições encadeadas, formando um silogismo. Raciocínio e silogismo são operações mediatas de conhecimento, pois a inferência significa que só conhecemos alguma coisa (a conclusão) por meio de outras coisas.” (CHAUÍ, M. Convite à filosofia. 14.ª ed. São Paulo: Ática, 2011, p. 141). Segundo o fragmento transcrito, é correto afirmar que

01)    todo pensamento humano é um raciocínio.

02)    o silogismo é resultado de uma inferência sobre proposições.

04)    o conhecimento científico é mediado por raciocínios lógicos.

08)    a conclusão é a explicação das proposições das quais foi inferida.

16)    o raciocínio é o resultado de um silogismo.

25 – (UEM PR)   

A lógica formal aristotélica estuda a relação entre as premissas e a conclusão de inferências válidas e inválidas (segundo a forma), a partir de proposições falsas e verdadeiras (segundo o conteúdo). Chamamos de falácias ou sofismas as formas incorretas de inferência. Levando em conta a forma da inferência, assinale o que for correto.

01)    A inferência “Fulano será um bom prefeito porque é um bom empresário.” é uma falácia.

02)    A inferência “Todos os homens são mortais. Sócrates é homem, logo Sócrates é mortal.” é válida.

04)    A inferência “Ou fulano dorme, ou trabalha. Fulano dorme, logo não trabalha.” é uma falácia.

08)    A inferência “Nenhum gato é pardo. Algum gato é branco, logo todos os gatos são brancos.” é uma falácia.

16)    A inferência “Todos que estudam grego aprendem a língua grega. Estudo grego, logo aprendo a língua grega.” é válida.

26 – (UEM PR)   

Na Metafísica, Aristóteles afirma: “O ser se diz de muitos modos, mas se diz em relação a um termo único e única natureza e não de modo equívoco. […] uns são ditos ser porque são substâncias, outros porque são afecções de substâncias, outros porque são um caminho para a substância, ou destruições, privações, qualidades, causas produtivas ou geradoras para a substância ou do que é dito relativamente da substância, ou são negações de uma delas ou da substância; por esta razão dizemos inclusive que o não ser é não ser” (ARISTÓTELES, Metafísica, livro IV, cap. 2. In: FIGUEIREDO, V. Filósofos na sala de aula. Volume 3. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2008, p. 33-34). A partir do trecho citado, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

01)    Um ser pode ser a negação de uma substância.

02)    Do ser pode-se gerar uma substância, sem que isso que a gerou seja necessariamente uma substância.

04)    A substância é anterior e prioritária ao ser.

08)    A substância é necessariamente um ser.

16)    Uma das exigências da definição de ser é que ela seja unívoca.

27 – (UEM PR)   

Na Ética a Nicômaco, Aristóteles afirma: “Então, quando a amizade é por prazer ou por interesse mesmo, duas pessoas más podem ser amigas, ou então uma pessoa boa e outra má, ou uma pessoa que não é nem boa nem má pode ser amiga de outra qualquer espécie; mas pelo que são em si mesmas é óbvio que somente pessoas boas podem ser amigas. Na verdade, pessoas más não gostam uma da outra a não ser que obtenham algum proveito recíproco” (ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. In: Filosofia. Vários autores. Curitiba: SEED-PR, 2006, p. 123). A partir do trecho citado, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

01)    A amizade comporta uma esfera de interesses particulares.

02)    A amizade, em alguns casos, é consequência de condicionantes pessoais dos amigos.

04)    As amizades desinteressadas não existem, visto que alguém sempre tem a ganhar na relação.

08)    A amizade interessada entre pessoas más também é amizade.

16)    A amizade é falsa quando não há interesse ou prazer na relação.

28 – (UEM PR)   

“É, pois, manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras (pois dizemos que conhecemos cada coisa somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa); ora, causa diz-se em quatro sentidos: no primeiro, entendemos por causa a substância e a quididade (essência) (o ‘porquê’ reconduz-se pois a noção última, e o primeiro ‘porquê’ é causa e princípio); a segunda [causa] é a matéria e o sujeito; a terceira é a de onde [vem] o início do movimento; a quarta [causa], que se opõe à precedente, é o ‘fim para que’ e o bem (porque este é, com efeito, o fim de toda a geração e movimento).” (ARISTÓTELES. Metafísica, livro I, cap. III. Coleção Os Pensadores, São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 16).

A partir do trecho citado e com base nos conhecimentos da filosofia de Aristóteles, assinale o que for correto.

01)    As causas são os princípios dos seres.

02)    Conforme o texto, só há uma única causa de todos os seres.

04)    A terceira causa, também conhecida como gênese ou origem, opõe-se à quarta causa, que é a finalidade ou o fim de algo.

08)    A matéria de algo é causa na medida em que não pode existir ser ou substância sem matéria.

16)    O conhecimento verdadeiro de algo implica o conhecimento de suas causas.

29 – (UEM PR)   

“A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. E é um meio-termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta; pois que, enquanto os vícios ou vão muito longe ou ficam aquém do que é conveniente no tocante às ações e paixões, a virtude encontra e escolhe o meio-termo.” (ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco, Livro II, cap. 6. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 73).

A partir do trecho citado, assinale o que for correto.

01)    A virtude é uma disposição decorrente de um raciocínio que busca um agir equilibrado ou moderado.

02)    Os vícios são disposições que fogem à moderação, seja porque não atingem esse equilíbrio, seja porque o ultrapassam.

04)    O meio-termo da ação virtuosa não é uma regra única e absoluta, mas deve ser considerada em relação ao indivíduo que age, por isso é uma mediania e não uma média.

08)    A coragem é uma ação virtuosa que está a meiotermo entre os vícios da covardia e do destemor.

16)    O meio-termo da ação virtuosa implica a concessão de algo e impede que o agente defenda, com contundência, seu ponto de vista.

30 – (UEM PR)   

“É, pois, com direito que a filosofia é também chamada a ciência da verdade: o fim da [ciência] especulativa é, com efeito, a verdade, e o da [ciência] prática, a ação; porque, se os práticos consideram o como, não consideram o eterno, mas o relativo e o presente. E nós não conhecemos o verdadeiro sem [conhecer] a causa.” (ARISTÓTELES, Metafísica, livro II, cap. I. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 39-40).

A partir do texto é correto afirmar que:

01)    Aristóteles diferencia a ciência especulativa da ciência prática.

02)    A ciência prática volta-se para conhecer as coisas relativas à ação humana.

04)    A ciência especulativa busca conhecer como as coisas são, sua condição presente, sua relação.

08)    Para Aristóteles, conhecer verdadeiramente algo é conhecer a sua causa.

16)    Para Aristóteles a verdade é eterna e imutável.

31 – (UFF RJ)   

Durante a maior parte da história da humanidade, o bem-estar e o interesse dos governantes têm predominado sobre o bem-estar e o interesse dos governados. Os gregos foram os primeiros a experimentar a democracia, isto é, regime político em que os cidadãos são livres e o governo é exercido pela coletividade para atender ao bem-estar e ao interesse de todos, e não só de alguns.

Aristóteles refletiu sobre essa experiência e concluiu que a finalidade da atividade política é

a)      evitar a injustiça e permitir aos cidadãos serem virtuosos e felizes.

b)      impor a todos um pensamento único para evitar a divisão da sociedade.

c)      preparar os cidadãos como bons combatentes para conquistarem outros povos.

d)      habituar os seres humanos a obedecer.

e)      agradar aos deuses.

32 – (UFU MG)   

Uma parte importante da doutrina de Aristóteles sobre a ética foi registrada em seu livro Ética Nicomaquéia. Nele, encontra-se o seguinte trecho:

Com relação ao temor, ao ardor, ao desejo, à ira, à piedade e, em geral, ao gozo e à dor, há um excesso e uma falta, e ambos não são bons; mas se experimentamos aquelas paixões […] com a finalidade e do modo como se deve, então estaremos no meio e na excelência, que são próprios da virtude […]. Portanto, a virtude é certa mediania, que tem por escopo o justo meio.

Aristóteles, Ética Nicomaquéia, B 6, 1106 b. p. 18-28.

       Com base no texto citado e em seus conhecimentos, responda:

a)      Em que consiste a virtude, de acordo com Aristóteles?

b)      Segundo Aristóteles, qual é o papel da prudência na busca pelo justo meio do qual se fala a propósito da virtude ética?

33 – (UFU MG)   

“Segundo Aristóteles, tudo tende a passar da potência ao ato; tudo se move de uma para outra condição. Essa passagem se daria pela ação de forças que se originam de diferentes motores, isto é, coisas ou seres que promoveriam esta mudança. No entanto, se todo o Universo sofre transformações, o estagirita afirmava que deveria haver um primeiro motor […]”.

CHALITA, Gabriel. Vivendo a filosofia.
São Paulo: Ed. Ática, 2006, p. 58.

Com base em seus conhecimentos e no texto acima, assinale a alternativa que contenha duas características do primeiro motor.

a)      O primeiro motor é imóvel, caso contrário, alguma causa deveria movê-lo e ele não seria mais o primeiro motor; é imutável, porque é ato puro.

b)      O primeiro motor é imóvel, mas não imutável, pois pode ocorrer de se transformar algum dia, como tudo no Universo.

c)      O primeiro motor é imutável, mas não imóvel, pois do seu movimento ele gera os demais movimentos do Universo.

d)      O primeiro motor não é imóvel, nem imutável, pois isto seria um absurdo teórico. Para Aristóteles, o primeiro motor é móvel e mutável, como tudo.

34 – (UFU MG)   

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C), apesar de ter sido discípulo de Platão, criou sua própria filosofia. Uma das diferenças marcantes entre os dois é a importância dada aos fenômenos naturais do chamado mundo sensível. No mundo sensível, a mudança é constante, característica que Aristóteles procura explicar a partir das concepções de matéria, forma, potência e ato.

Com base nos seus conhecimentos e no texto acima, assinale a alternativa que define corretamente a concepção aristotélica de ato e potência.

a)      A potência e o ato são conceitos que não se referem, de fato, às coisas materiais sujeitas à transformação.

b)      A potência é o momento presente, atual da matéria; ato é o que ela poderá vir a fazer.

c)      A potência e o ato não se relacionam com a matéria.

d)      A potência é o que a matéria virá a ser, seu devir, o princípio do movimento; ato é aquilo que ela é no presente.

35 – (UFU MG)   

Em sua obra Ética a Nicômaco, Aristóteles propôs a ideia de que a virtude é a disposição para buscar o meio termo ou a justa medida entre o excesso e a falta em determinada conduta.

Com base nessa afirmação e em seus conhecimentos sobre a obra de Aristóteles, assinale a alternativa correta.

a)      Coragem é o justo meio entre covardia e temeridade.

b)      Covardia é o justo meio entre temeridade e coragem.

c)      Temeridade é o justo meio entre coragem e covardia.

d)      Coragem, covardia e temeridade não são termos que se relacionam à ética.

36 – (UFU MG)   

Em primeiro lugar, é claro que, com a expressão “ser segundo a potência e o ato”, indicam-se dois modos de ser muito diferentes e, em certo sentido, opostos. Aristóteles, de fato, chama o ser da potência até mesmo de não-ser, no sentido de que, com relação ao ser-em-ato, o ser-em-potência é não-ser-em-ato.

REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga. Vol. II. Trad. de Henrique Cláudio de
Lima Vaz e Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 1994, p. 349.

A partir da leitura do trecho acima e em conformidade com a Teoria do Ato e Potência de Aristóteles, assinale a alternativa correta.

a)      Para Aristóteles, ser-em-ato é o ser em sua capacidade de se transformar em algo diferente dele mesmo, como, por exemplo, o mármore (ser-em-ato) em relação à estátua (ser-em-potência)

b)      Segundo Aristóteles, a teoria do ato e potência explica o movimento percebido no mundo sensível. Tudo o que possui matéria possui potencialidade (capacidade de assumir ou receber uma forma diferente de si), que tende a se atualizar (assumindo ou recebendo aquela forma).

c)      Para Aristóteles, a bem da verdade, existe apenas o ser-em-ato. Isto ocorre porque o movimento verificado no mundo material é apenas ilusório, e o que existe é sempre imutável e imóvel.

d)      Segundo Aristóteles, o ato é próprio do mundo sensível (das coisas materiais) e a potência se encontra tão-somente no mundo inteligível, apreendido apenas com o intelecto.

37 – (UFU MG)   

Se há um fim das nossas ações que queremos por ele mesmo […] e não desejamos nada em vista de outra coisa particular (assim, de fato, iríamos ao infinito, de modo que a nossa tendência seria vazia e inútil), é claro que esse deve ser o bem e o bem supremo.

ARISTÓTELES. Ética Nicomaqueia, A 2, 1094 a 18-2.
 Tradução de Henrique C. de Lima Vaz e Marcelo Perine; In. REALE, G. História da Filosofia Antiga, Vol. II, São Paulo: Loyola, 1997, p. 406-407.

Com base no texto acima e em seus conhecimentos e de acordo com a doutrina ética de Aristóteles, marque, para as afirmativas abaixo, (V) Verdadeira, (F) Falsa ou (SO) Sem Opção.

1.      De acordo com Aristóteles, o bem supremo que se confunde com o fim de toda ação ética é o prazer corpóreo e o acúmulo de riquezas.

2.      Para Aristóteles, o bem supremo que deriva de uma existência ética é a felicidade. A felicidade, diz ele, resulta da atividade da alma segundo a virtude.

3.      Aristóteles diz que os bens relativos à alma são os principais e mais perfeitos, na medida em que a virtude e a felicidade derivam de uma atividade própria da alma.

4.      Para Aristóteles, a ação virtuosa encontra-se no ―justo meio‖, no agir que escapa dos extremos. Assim, a virtude é uma mediania, que tem por escopo o justo meio.

38 – (UFU MG)   

[…] após ter distinguido em quantos sentidos se diz cada um [destes objetos], deve-se mostrar, em relação ao primeiro, como em cada predicação [o objeto] se diz em relação àquele.

Aristóteles, Metafísica. Tradução de Marcelo Perine. São Paulo: Edições Loyola, 2002.

De acordo com a ontologia aristotélica,

a)      a metafísica é “filosofia primeira” porque é ciência do particular, do que não é nem princípio, nem causa de nada.

b)      o primeiro entre os modos de ser, ontologicamente, é o “por acidente”, isto é, diz respeito ao que não é essencial.

c)      a substância é princípio e causa de todas as categorias, ou seja, do ser enquanto ser.

d)      a substância é princípio metafísico, tal como exposto por Platão em sua doutrina.

39 – (UFU MG)   

De fato, os homens começaram a filosofar, agora como na origem, por causa da admiração, na medida em que, inicialmente, ficavam perplexos diante das dificuldades mais simples; em seguida, progredindo pouco a pouco, chegaram a enfrentar problemas sempre maiores […].

ARISTÓTELES. Metafísica, v. I. São Paulo: Edições Loyola, 2002. p. 11 [982b].

Admiração ou espanto, essa é a atitude que Aristóteles considerava como o princípio do filosofar. Assinale a alternativa que justifica o raciocínio do filósofo grego.

a)      O espanto é a atitude de êxtase em face da revelação da verdade eterna assinalada por um saber divino que abarca toda a realidade, pois dispensa qualquer uso do pensamento ou da experiência guiada pelo pensamento.

b)      O espanto causa perplexidade em quem se depara com algo desconhecido e assim se sente impelido a querer saber; essa atitude é própria do filosofar, por isso, ―agora como na origem‖, o que motiva os homens é a libertação da ignorância.

c)      O espanto reforça a ignorância humana, pois tudo que existe possui uma ordem imutável e eterna, e quem se submeter cegamente aos designíos do desconhecido, apesar de abdicar de sua liberdade, terá na ignorância o seu maior bem.

d)      O espantoso, para Aristóteles, era constatar, na cultura grega, que os homens diante da menor dificuldade eram incapazes de pensar que este mundo é uma ilusão; o mundo verdadeiro está além do sensível e só pode ser contemplado.

40 – (Unimontes MG)   

Aristóteles, filósofo grego, classificava o homem como um animal racional. A racionalidade seria uma característica inata da nossa espécie. Qual o significado do ato de filosofar?

a)      Os homens filosofam por pura brincadeira, não tendo como finalidade a busca do conhecimento.

b)      Os homens filosofam para complicar a vida, buscando deixar a vida mais difícil.

c)      Os homens filosofam para manter as estruturas de poder, buscando o conhecimento unicamente em vista do poder.

d)      Os homens filosofam para se libertarem da ignorância, buscando o conhecimento unicamente em vista do saber.

41 – (Unioeste PR)   

“A excelência moral, então, é uma disposição da alma relacionada com a escolha de ações e emoções, disposição esta consistente num meio-termo (o meio-termo relativo a nós) determinado pela razão (a razão graças à qual um homem dotado de discernimento o determinaria)”.

Aristóteles

Sobre o pensamento ético de Aristóteles e o texto acima, seguem as seguintes afirmativas:

I.       A virtude é uma paixão consistente num meio-termo entre dois extremos.

II.      A ação virtuosa, por estar relacionada com a escolha, é praticada de modo involuntário e inconsciente.

III.     A virtude é uma disposição da alma relacionada com escolha e discernimento.

IV.     A virtude é um meio-termo absoluto, determinado pela razão.

V.      A virtude é um extremo determinado pela razão e pelas paixões de um homem dotado de discernimento.

Das afirmativas feitas acima

a)      somente a afirmação I está correta.

b)      somente a afirmação III está correta.

c)      as afirmações II e III estão corretas.

d)      as afirmações III e IV estão corretas.

e)      as afirmações IV e V estão corretas.

42 – (Unioeste PR)   

“… a função própria do homem é um certo modo de vida, e este é constituído de uma atividade ou de ações da alma que pressupõem o uso da razão, e a função própria de um homem bom é o bom e nobilitante exercício desta atividade ou a prática destas ações […] o bem para o homem vem a ser o exercício ativo das faculdade da alma de conformidade com a excelência, e se há mais de uma excelência, em conformidade com a melhor e a mais completa entre elas. Mas devemos acrescentar que tal exercício ativo deve estender-se por toda a vida, pois uma andorinha só não faz verão (nem o faz um dia quente); da mesma forma um dia só, ou um curto lapso de tempo, não faz um homem bem-aventurado e feliz”.

Aristóteles.

Considerando o texto citado e o pensamento ético de Aristóteles, seguem as afirmativas abaixo:

I.       O bem mais elevado que o ser humano pode almejar é a eudaimonia (felicidade), havendo uma concordância geral que o bem supremo para o homem é a felicidade, e que bem viver e bem agir equivale a ser feliz.

II.      A eudaimonia (felicidade) é sempre buscada por si mesma e não em função de outra coisa, pois o ser humano escolhe o viver bem como a mais elevada finalidade e por nada além do próprio viver bem.

III.     Definindo a eudaimonia (felicidade) a partir da função própria da alma racional e do exercício ativo das faculdades da alma em conformidade com a excelência (virtude) conclui-se que, aos seres humanos, só é possível levar uma vida constituída por momentos de felicidade decorrentes da satisfação dos desejos e paixões que não se subordinam à atividade racional.

IV.     A eudaimonia (felicidade) é um certo modo de vida constituído de uma atividade ou de ações por via da razão e conforme a ela, sendo o bem melhor para o homem o exercício ativo das faculdades da alma em conformidade com a excelência (virtude) que deve estender-se por toda a vida.

V.      A excelência (virtude) humana, como realização excelente da tarefa humana, reside no exercício ativo da racionalidade, pois a função própria de um homem bom é o bom e nobilitante exercício desta atividade ou na prática destas ações em conformidade com a virtude, sendo este o bem humano supremo e a última finalidade desiderativa humana.

Das afirmativas feitas acima

a)      somente a afirmação I está incorreta.

b)      somente a afirmação III está incorreta.

c)      as afirmações III e V estão corretas.

d)      as afirmações I e III estão corretas.

e)      as afirmações II, III e IV estão corretas.

43 – (Unioeste PR)   

“A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática”.

Aristóteles

Considerando a citação acima e o pensamento de Aristóteles, assinale a alternativa CORRETA.

a)      Para o autor, a virtude se encontra entre dois extremos. Por isso, também podemos chamá-la de doutrina do justo meio.

b)      Fazer o bem consiste em permitir que as virtudes, compreendidas como inatas no homem, apresentem-se através de suas ações.

c)      A virtú corresponde à astúcia política daqueles que governam, a fim de se obter sucesso através dos favores da fortuna e, com isso, alcançar a glória e manter o poder dos príncipes.

d)      As virtudes não podem ser aprendidas com a prática, pois são habilidades das quais só alguns são dotados, como tocar um instrumento musical, pintar ou falar bem.

e)      É preciso avaliar os sentimentos a partir de uma escala de preferências. A atribuição de valor é feita considerando-se o prazer gerado.

44 – (Unisc RS)   

Tentando caracterizar a Filosofia, Aristóteles escreveu na sua obra Metafísica:

Nós admitimos, antes de mais, que o filósofo conhece, na medida do possível, todas as coisas, embora não possua a ciência de cada uma delas por si. Em seguida, quem consiga conhecer as coisas difíceis e que o homem não pode facilmente atingir, esse também consideramos filósofo (porque o conhecimento sensível é comum a todos, e por isso fácil e não científico). Além disto, quem conhece as causas com mais exatidão e é mais capaz de as ensinar, é considerado em qualquer espécie de ciência como mais filósofo.

Considere agora as seguintes afirmativas relacionadas com o conteúdo desse texto.

I.       Segundo Aristóteles, o conhecimento filosófico se ocupa exclusivamente com as coisas que são conhecidas por meio dos sentidos.

II.      Para Aristóteles o filósofo não pode conhecer as causas.

III.     Segundo Aristóteles, o conhecimento filosófico é fácil de ser obtido.

IV.     Aristóteles considera que a Filosofia não pode ser ensinada.

V.      Para Aristóteles a Filosofia é o conhecimento das coisas mais difíceis e que estão mais afastadas dos sentidos.

Assinale a alternativa correta.

a)      Todas as afirmativas estão incorretas.

b)      Somente a afirmativa V está correta.

c)      Todas as afirmativas estão corretas.

d)      Somente a afirmativa III está correta.

e)      Somente a afirmativa V está incorreta.

45 – (UFU MG)   

Em relação ao silogismo categórico de Aristóteles é INCORRETO afirmar que

a)      o termo médio aparece na conclusão do silogismo e nunca nas premissas.

b)      a primeira proposição é chamada premissa maior; a segunda, premissa menor, e a terceira conclusão.

c)      o termo médio é aquele que produz a ligação entre os termos das premissas, produz a conclusão e, assim, ele se faz presente nas premissas maior e menor.

d)      sendo as premissas verdadeiras, a conclusão também será, necessariamente, verdadeira.

46 – (ENEM)   

Quanto à deliberação, deliberam as pessoas sobre tudo? São todas as coisas objetos de possíveis deliberações? Ou será a deliberação impossível no que tange a algumas coisas? Ninguém delibera sobre coisas eternas e imutáveis, tais como a ordem do universo; tampouco sobre coisas mutáveis como os fenômenos dos solstícios e o nascer do sol, pois nenhuma delas pode ser produzida por nossa ação.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Edipro, 2007 (adaptado).

O conceito de deliberação tratado por Aristóteles é importante para entender a dimensão da responsabilidade humana.

A partir do texto, considera-se que é possível ao homem deliberar sobre

a)      coisas imagináveis, já que ele não tem controle sobre os acontecimentos da natureza.

b)      ações humanas, ciente da influência e da determinação dos astros sobre as mesmas.

c)      fatos atingíveis pela ação humana, desde que estejam sob seu controle.

d)      fatos e ações mutáveis da natureza, já que ele é parte dela.

e)      coisas eternas, já que ele é por essência um ser religioso.

47 – (ENEM)   

O termo injusto se aplica tanto às pessoas que infringem a lei quanto às pessoas ambiciosas (no sentido de quererem mais do que aquilo a que têm direito) e iníquas, de tal forma que as cumpridoras da lei e as pessoas corretas serão justas. O justo, então, é aquilo conforme à lei e o injusto é o ilegal e iníquo.

ARISTÓTELES. Ética à Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural: 1996 (adaptado).

Segundo Aristóteles, pode-se reconhecer uma ação justa quando ela observa o

a)      compromisso com os movimentos desvinculados da legalidade.

b)      benefício para o maior número possível de indivíduos.

c)      interesse para a classe social do agente da ação.

d)      fundamento na categoria de progresso histórico.

e)      princípio de dar a cada um o que lhe é devido.

48 – (ENEM)   

Ao falar do caráter de um homem não dizemos que ele é sábio ou que possui entendimento, mas que é calmo ou temperante. No entanto, louvamos também o sábio referindo-se ao hábito; e aos hábitos dignos de louvor chamamos virtude.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova Cultura, 1973.

Em Aristóteles, o conceito de virtude ética expressa a

a)      excelência de atividades praticadas em consonância com o bem comum.

b)      concretização utilitária de ações que revelam a manifestação de propósitos privados.

c)      concordância das ações humanas aos preceitos emanados da divindade.

d)      realização de ações que permitem a configuração da paz interior.

e)      manifestação de ações estéticas, coroadas de adorno e beleza.

49 – (ENEM)   

Segundo Aristóteles, “na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas”.

VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado.

São Paulo: Atual, 1994.

O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania

a)     possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar.

b)     era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.

c)     estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os habitantes da pólis a participarem da vida cívica.

d)     tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.

e)     vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas da cidade.

50 – (ENEM)   

A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.

ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia das Letras, 2010.

Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristoteles a identifica como

a)      busca por bens materiais e títulos de nobreza.

b)      plenitude espiritual e ascese pessoal.

c)      finalidade das ações e condutas humanas.

d)      conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.

e)      expressão do sucesso individual e reconhecimento público.

51 – (UEA AM)   

A sabedoria do amo consiste no emprego que ele faz dos seus escravos; ele é senhor, não tanto porque possui escravos, mas porque deles se serve. Esta sabedoria do amo nada tem, aliás, de muito grande ou de muito elevado; ela se reduz a saber mandar o que o escravo deve saber fazer. Também todos que a ela se podem furtar deixam os seus cuidados a um mordomo, e vão se entregar à política ou à filosofia.

(Aristóteles. A política, s/d. Adaptado.)

O filósofo Aristóteles dirigiu, na cidade grega de Atenas, entre 331 e 323 a.C., uma escola de filosofia chamada de Liceu. No excerto, Aristóteles considera que a escravidão

a)      é um empecilho ao florescimento da filosofia e da política democrática nas cidades da Grécia.

b)      permite ao cidadão afastar-se de obrigações econômicas e dedicar-se às atividades próprias dos homens livres.

c)      facilita a expansão militar das cidades gregas à medida que liberta os cidadãos dos trabalhos domésticos.

d)      é responsável pela decadência da cultura grega, pois os senhores preocupavam-se somente em dominar os escravos.

e)      promove a união dos cidadãos das diversas pólis gregas no sentido de garantir o controle dos escravos.

52 – (UEA AM)   

Em todas as ciências e em todas as artes, o alvo é um bem; e o maior bem acha-se principalmente naquela dentre todas as ciências que é a mais elevada; ora essa ciência é a política, e o bem em política é a justiça, isto é, a utilidade geral.

(Aristóteles. A política, s/d.)

No excerto, Aristóteles define a política como a mais elevada das “ciências” pelo fato de

a)      preparar os cidadãos para a guerra e a defesa da pólis.

b)      garantir a autonomia econômica da pólis.

c)      priorizar os interesses coletivos dos cidadãos.

d)      exigir clareza de raciocínio e de expressão verbal dos cidadãos.

e)      sustentar a igualdade social entre os cidadãos da pólis.

53 – (UEG GO)   

Aristóteles é considerado por muitos estudiosos como o primeiro crítico literário. Sua vasta produção, além de abordar Política, Biologia, Metafísica e Ética, também trata de Poética. Acreditava que um grande poeta, como Homero, deveria ser considerado também um filósofo. Nesse sentido, Aristóteles defendia que a Poesia é superior à História porque

a)      a beleza formal dos versos poéticos não poderia ser igualada ao texto informativo dos historiadores.

b)      a poesia lida com conceitos universais, enquanto a narrativa histórica precisa focar um tema específico.

c)      a poesia poderia ser transformada em peças dramáticas, enquanto textos de história só poderiam ser lidos.

d)      o número de leitores de poesia era muito superior ao de leitores de textos sobre história, na Grécia Antiga.

54 – (UEG GO)   

Alexandre tinha, pois, pais sinistros. Mas foi bem educado. Filipe escolheu como seu tutor o filósofo polímata Aristóteles (384 – 322 a. C.) […]. [Alexandre] Leu Homero a vida toda, e conhecia trechos de cor. Para ele, era uma Bíblia, um guia da moral heroica. Um livro de etiqueta e uma história de aventura.

JOHNSON, Paul. Os heróis. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. p. 24-26.

Os historiadores que biografaram Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), não são conclusivos com relação ao real peso da influência que Aristóteles teria tido sobre o jovem rei macedônico. É praticamente certo, porém, que Alexandre leu a Ilíada de Homero a partir de uma perspectiva aristotélica, que consiste na noção de que

a)      o rei deve imitar os personagens heroicos da literatura, pois na Grécia Antiga se acreditava que todo soberano era filho de um deus.

b)      a poesia é mais filosófica do que a história, pois se eleva ao geral, enquanto a história se prende ao particular.

c)      o texto poético pode entreter o homem público, mas sua filosofia interna não pode influenciar decisões políticas e militares.

d)      a poesia deveria ser abolida, pois poderia exercer má influência sobre o cidadão comum, como ensinou Platão, mestre de Aristóteles.

55 – (UEL PR)   

Leia o texto a seguir.

É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras (pois dizemos que conhecemos cada coisa somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa); ora, causa diz-se em quatro sentidos: no primeiro,entendemos por causa a substância e a essência (o “porquê” reconduz-se pois à noção última, e o primeiro “porquê” é causa e princípio); a segunda causa é a matéria e o sujeito; a terceira é a de onde vem o início do movimento; a quarta causa, que se opõe à precedente, é o “fim para que” e o bem (porque este é, com efeito, o fim de toda a geração e movimento).

(Adaptado de: ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. de Vincenzo Cocco.
São Paulo: Abril S. A. Cultural, 1984. p.16. (Coleção Os Pensadores.))

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que indica, corretamente, a ordem em que Aristóteles apresentou as causas primeiras.

a)      Causa final, causa eficiente, causa material e causa formal.

b)      Causa formal, causa material, causa final e causa eficiente.

c)      Causa formal, causa material, causa eficiente e causa final.

d)      Causa material, causa formal, causa eficiente e causa final.

e)      Causa material, causa formal, causa final e causa eficiente.

56 – (UEL PR)   

Nas origens do estudo sobre o movimento, o filósofo grego Aristóteles (384/383-322 a.C.) dizia que tudo o que havia no mundo pertencia ao seu lugar natural. De acordo com esse modelo, a terra apresenta-se em seu lugar natural abaixo da água, a água abaixo do ar, e o ar, por sua vez, abaixo do fogo, e acima de tudo um local perfeito constituído pelo manto de estrelas, pela Lua, pelo Sol e pelos demais planetas. Dessa forma, o modelo aristotélico explicava o motivo pelo qual a chama da vela tenta escapar do pavio, para cima, a areia cai de nossas mãos ao chão, e o rio corre para o mar, que se encontra acima da terra. A mecânica aristotélica também defendia que um corpo de maior quantidade de massa cai mais rápido que um corpo de menor massa, conhecimento que foi contrariado séculos depois, principalmente pelos estudos realizados por Galileu, Kepler e Newton.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre cosmogonia, é correto afirmar que a concepção aristotélica apresenta um universo

a)      acêntrico.

b)      finito.

c)      infinito.

d)      heliocêntrico.

e)      policêntrico.

57 – (ENEM)   

Bastar-se a si mesma é uma meta a que tende a produção da natureza e é também o mais perfeito estado. É, portanto, evidente que toda cidade está na natureza e que o homem é naturalmente feito para a sociedade política. Aquele que, por sua natureza e não por obra do acaso, existisse sem nenhuma pátria seria um indivíduo detestável, muito acima ou muito abaixo do homem, segundo Homero: um ser sem lar, sem família e sem leis.

ARISTÓTELES. A Política. Disponível em: http://.cfh.ufsc.br (adaptado).

Para Aristóteles, a cidade resulta de um(a)

a)      desenvolvimento da razão e suas leis que visam aperfeiçoar a natureza humana.

b)      convenção social, que pretende proteger a comunidade dos perigos naturais.

c)      ação violenta externa, que objetiva transformar o homem em um animal social.

d)      etapa natural do desenvolvimento humano, cuja finalidade é a vida em sociedade.

e)      contrato político, que beneficia de modo igualitário os membros das castas sociais.

58 – (ENEM)   

Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano.

ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. In:
Pensadores. São Paulo: Nova
Cultural, 1991 (adaptado).

Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que

a)      o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses.

b)      o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade.

c)      a política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade.

d)      a educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente.

e)      a democracia protege as atividades políticas necessárias para o bem comum.

59 – (ENEM)   

A utilidade do escravo é semelhante à do animal. Ambos prestam serviços corporais para atender às necessidades da vida. A natureza faz o corpo do escravo e do homem livre de forma diferente. O escravo tem corpo forte, adaptado naturalmente ao trabalho servil. Já o homem livre tem corpo ereto, inadequado ao trabalho braçal, porém apto à vida do cidadão.

ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985.

O trabalho braçal é considerado, na filosofia aristotélica, como

a)      indicador da imagem do homem no estado de natureza.

b)      condição necessária para a realização da virtude humana.

c)      atividade que exige força física e uso limitado da racionalidade.

d)      referencial que o homem deve seguir para viver uma vida ativa.

e)      mecanismo de aperfeiçoamento do trabalho por meio da experiência.

60 – (ENEM)   

Ninguém delibera sobre coisas que não podem ser de outro modo, nem sobre as que lhe é impossível fazer. Por conseguinte, como o conhecimento científico envolve demonstração, mas não há demonstração de coisas cujos primeiros princípios são variáveis (pois todas elas poderiam ser diferentemente), e como é impossível deliberar sobre coisas que são por necessidade, a sabedoria prática não pode ser ciência, nem arte: nem ciência, porque aquilo que se pode fazer é capaz de ser diferentemente, nem arte, porque o agir e o produzir são duas espécies diferentes de coisa. Resta, pois, a alternativa de ser ela uma capacidade verdadeira e raciocinada de agir com respeito às coisas que são boas ou más para o homem.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco.
São Paulo: Abril Cultural, 1980.

Aristóteles considera a ética como pertencente ao campo do saber prático. Nesse sentido, ela difere-se dos outros saberes porque é caracterizada como

a)      conduta definida pela capacidade racional de escolha.

b)      capacidade de escolher de acordo com padrões científicos.

c)      conhecimento das coisas importantes para a vida do homem.

d)      técnica que tem como resultado a produção de boas ações.

e)      política estabelecida de acordo com padrões democráticos de deliberação.

61 – (UECE)   

Se na Ética a Nicômaco Aristóteles visa encaminhar o indivíduo à felicidade, na Política ele tem por finalidade alcançar o bem comum, o bem-viver. Por isso, ele compreende que a origem da polis está na necessidade natural do homem em buscar a felicidade. A comunidade natural mais incipiente é a família, na qual seus membros se unem para facilitar as atividades básicas de sobrevivência. E várias famílias se ligam para formar a aldeia. E as aldeias se juntam para instituir a polis.

Sobre isso, é correto afirmar que

a)      o homem não é naturalmente um animal político, mas é, por natureza, um membro da família.

b)      a polis não é uma noção artificial, mas natural, pois é o lugar do homem desenvolver as suas potencialidades em vista ao bem-viver.

c)      a felicidade do homem está nas condições que permitem sua sobrevivência no âmbito da família.

d)      a polis se constitui independente das famílias e das aldeias, pois é a única comunidade natural a que o homem pertence.

62 – (UECE)   

“Chamo de princípio de demonstração às convicções comuns das quais todos partem para demonstrar: por exemplo, que todas as coisas devem ser afirmadas ou negadas e que é impossível ser e não ser ao mesmo tempo.”

ARISTÓTELES. Metafísica, 996b27-30.

Em sua Metafísica, Aristóteles apresenta um conjunto de princípios lógico-metafísicos que ordenam a realidade e nosso conhecimento acerca dela. Dentre eles está o princípio de não contradição, o qual

a)      indica que afirmações contraditórias são lógica e metafisicamente aceitáveis, pois a contradição faz parte da realidade.

b)      estabelece que é possível que as coisas que tenham tais e tais características não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias.

c)      afirma que é impossível que as coisas que tenham tais e tais características não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas circunstâncias.

d)      é normativo, ou moral; portanto, deve ser rejeitado como antimetafísico, ou seja, não caracteriza a realidade.

63 – (UECE)   

Leia atentamente a seguinte passagem:

“A experiência parece um pouco semelhante à ciência (epistéme) e à arte (tékhne). Com efeito, os homens adquirem ciência e arte por meio da experiência. A experiência, como diz Polo, produz a arte, enquanto a inexperiência produz o puro acaso. A arte se produz quando, de muitas observações da experiência, forma-se um juízo geral e único passível de ser referido a todos os casos semelhantes” (Aristóteles, Metafísica, 981a5).

Com base no texto acima, considere as seguintes afirmações:

I.       Somente a ciência é conhecimento universal, cujos juízos gerais se aplicam a todos os casos semelhantes.

II.      A tékhne é uma forma de conhecimento universal, pois, com base nas experiências, se forma um juízo geral.

III.     Por ser semelhante à experiência, a tékhne não constitui um conhecimento universal.

IV.     A experiência é pressuposto dos conhecimentos universais (tékhné e epistéme), mas não é ainda um conhecimento universal.

É correto somente o que se afirma em

a)      I e IV.

b)      II e III.

c)      I e III.

d)      II e IV.

64 – (UFU MG)   

“O homem feliz deverá possuir o atributo em questão (isto é, constância na prática de atividades conforme a excelência) e será feliz por toda a sua vida, pois ele estará sempre, ou pelo menos frequentemente, engajado na prática ou na contemplação do que é conforme a excelência. Da mesma forma ele suportará as vicissitudes com maior galhardia e dignidade, sendo como é, ‘verdadeiramente bom e irrepreensivelmente tetragonal (honesto)’.”

ARISTÓTELES. Ética a Nicômacos. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova

Cultural, 1996. p. 132. (Adaptado)

Considerando-se o excerto acima, diz-se que, para Aristóteles, a felicidade é

a)      um presente distribuído aleatoriamente por Deus.

b)      fruto do exercício da razão e das virtudes morais.

c)      o resultado da acumulação de riquezas materiais.

d)      somente uma possibilidade teórica, jamais real.

65 – (UFU MG)   

Silogismo. Essa palavra, que na origem significava cálculo, era empregada por Platão como raciocínio em geral e foi adotada por Aristóteles para indicar o tipo perfeito do raciocínio dedutivo, definido como um discurso em que, postas algumas coisas, outras se seguem necessariamente.

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Trad. Benedetti, I. C. São Paulo: Martins

Fontes, 2003. (Adaptado)

Considerando-se a definição de silogismo, assinale a alternativa que indica sua interpretação correta.

a)      A conclusão pode contrariar todas as premissas.

b)      O silogismo só conduz a conclusões hipotéticas.

c)      A conclusão é sempre resultado das premissas.

d)      A dedução é inaplicável ao silogismo categórico.

66 – (UPE)   

Leia o texto a seguir sobre a Filosofia e a Consciência Moral.

Aristóteles - Ética

Na ética aristotélica, a sabedoria e a prudência, nossas virtudes intelectivas, formam a diferença específica do ser humano, tornando-o uma espécie distinta de todas as outras. Então, no homem, a physis deu um fantástico salto qualitativo quando produziu o intelecto, que é teórico (sabedoria) e, ao mesmo tempo, prático (prudência); através dessas duas energias, o homem busca as razões profundas da existência e administra a vida quotidiana.

(PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história.
Petrópolis: Vozes, 2006, p. 49.).

Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir:

I.       A prudência tem o poder de discernir e ponderar as ações do ser humano.

II.      O intelecto tem a potencialidade de penetrar na essência das coisas.

III.     A prudência dá o norte de toda a prática ética. O papel do homem prudente é o alcance do seu bem possível diante do excesso ou da escassez.

IV.     A prudência ou sabedoria prática induz à decisão do que seja o mal e o bem, do injusto e do justo no âmbito da vida cotidiana.

Estão CORRETOS

a)      apenas I, II e III.

b)      apenas II e III.

c)      apenas III e IV.

d)      apenas I e III.

e)      I, II, III e IV.

GABARITO

1) Gab: C

2) Gab: D

3) Gab: 21

4) Gab: D

5) Gab: 27

6) Gab: D

7) Gab: 25

8) Gab: 26

9) Gab: 21

10) Gab: B

11) Gab:

a)      Para Aristóteles, a felicidade é uma atividade da alma segundo a virtude e, então, o fim último do agir/existir humano (seu télos). A virtude, por sua vez, deriva de ação calibrada por princípio orientador geral, verossímil, determinado pelo ajustamento racional da conduta prática entre extremos considerados defeitos. Então, a ação virtuosa encontra-se na mediania entre o excesso e a falta (por exemplo, a coragem é mediania entre a temeridade e a covardia). O intelecto é o que há de superior no homem e nenhum dos outros seres vivos é feliz, porque não participa em nada da especulação. Portanto, tanto quanto se estende a especulação (que leva à virtude), mais se estende a felicidade.

b)      Segundo Aristóteles, as virtudes éticas derivam em nós do hábito. Pelo exercício o homem traduz a potencialidade da virtude em ato. Apenas agindo, justos tornam-se justos. É pelo hábito que se chega ao meio termo, à virtude que se encontra entre o excesso e a falta, à justa proporção, via de meio entre extremos da ação humana.

12) Gab: D

13) Gab: C

14) Gab: B

15) Gab:

Sócrates foi o criador da ideia da autarquia moral do homem, postura que foi perpetuada por seu discípulo Platão e por grandes pensadores na história da filosofia, como Kant. A moral, para esses inatistas, seria uma estrutura constituinte da consciência humana, sendo necessário apenas despertá-la na criatura. Para Aristóteles, a moral é uma aquisição humana possível pela vivência e pelo exercício. É evidente que para os racionalistas (sinônimo de inatistas, nesse caso) a educação é fundamental para despertar a latente consciência moral do homem, mas para Aristóteles, a educação será a única via e possibilidade de formar a moralidade no indivíduo, pelo exercício da transmissão, via instituições como a família e a escola.

16) Gab: B

17) Gab: B

18) Gab: A

19) Gab: A

20) Gab:

Aristóteles revela que o ser humano pode escolher três espécies fundamentais de vida: vida dos prazeres, a vida política e a vida contemplativa. A maioria busca o prazer – vida dos prazeres –, pois é uma inclinação natural buscar o prazer e fugir da dor. A vida dos prazeres não se restringe apenas aos seres humanos, mas faz parte da vida de todos os animais, pois esses sentem apetites e desejos. Os apetites ou as coisas apetecidas não são boas nem más; os apetites só se tornam maus se não estiverem mediados pela racionalidade sendo, assim, imoderados. A vida política é escolhida pelos melhores, pois esses visam à honra. A honra é o objeto da vida política. O problema é que a honra depende mais de quem a dá do que daquele que a recebe. Se a felicidade deve ser constituída por algo que seja próprio a cada indivíduo e não por algo que dependa de um terceiro, a vida de honra não pode proporcionar a mais alta felicidade. A felicidade mais perfeita para os seres humanos reside no exercício da inteligência teorética, isto é, na contemplação. É a vida contemplativa que realiza o fim próprio do ser humano. A vida contemplativa é uma espécie de vida: auto-suficiente, aquele que a possui já não deseja mais nada, embora isso não o impeça de desfrutar de outros bens; que buscamos por si mesmo e não como meio para outra coisa; é uma atividade contínua e duradoura. Mas Aristóteles reconhece que o ideal de uma vida contemplativa contínua é apenas possível para os deuses; os seres humanos têm necessidades ligadas ao corpo. Portanto, a felicidade também pode ser encontrada mediante o exercício da sabedoria prática, que consiste em dominar as paixões e conseguir uma relação amável e satisfatória com o mundo natural e social.

Espera-se que o candidato apresente os três tipos principais de vida para Aristóteles: a vida dos prazeres – prazer; a vida política – honra; e a vida contemplativa – razão.

Aristóteles assevera que a maioria das pessoas busca a vida dos prazeres – o prazer –, pois é uma inclinação natural buscar o prazer e fugir da dor.

·       A vida dos prazeres não se restringe apenas aos seres humanos, mas faz parte da vida de todos os animais, pois esses sentem apetites e desejos.

·       Os apetites ou as coisas apetecidas não são boas nem más; os apetites só se tornam maus se não estiverem mediados pela racionalidade sendo, assim, imoderados.

A vida política é escolhida pelos melhores, pois esses visam à honra.

·       A honra é o objeto da vida política, no entanto, o problema é que a honra depende mais de quem a dá do que daquele que a recebe.

·       No entanto, a felicidade deve ser constituída por algo que seja próprio a cada indivíduo e não por algo que dependa de um terceiro, assim, a vida de honra não pode proporcionar a mais alta felicidade.

A felicidade mais perfeita para os seres humanos reside no exercício da inteligência teorética, isto é, na contemplação.

·       A vida contemplativa realiza o fim próprio do ser humano.

·       A vida contemplativa é uma espécie de vida autosuficiente, aquele que a possui já não deseja mais nada, embora isso não o impeça de desfrutar de outros bens; uma espécie de vida que buscamos por si mesma e não como meio para outra coisa; uma atividade contínua e duradoura.

Aristóteles reconhece que o ideal de uma vida contemplativa contínua/duradoura apenas é possível para os deuses, pois os seres humanos têm necessidades ligadas ao corpo. Portanto, a felicidade também pode ser encontrada mediante o exercício da sabedoria prática, que consiste em dominar as paixões e conseguir uma relação amável e satisfatória com o mundo natural e social.

Alguns ainda procuram a riqueza, mas a riqueza é apenas um meio, nunca um fim. A riqueza é algo externo ao ser humano e é desejada por aquilo que pode proporcionar e não em si mesma. A riqueza é uma condição prévia, pois oportuniza ao ser humano a possibilidade de se dedicar e a exercitar a atividade própria da felicidade.

21) Gab:

A definição de Aristóteles começa destacando que a tragédia é imitação. Ao contrário de Platão, que condena a arte pelo fato de ser cópia da cópia, isto é, por estar afastada da verdade, Aristóteles entende que o que a arte imita são os aspectos que envolvem o caráter, as emoções e as ações (ROSS, D. Aristóteles. Lisboa: Dom Quixote, s/d). Com isso, Aristóteles se afasta da leitura de Platão ao destacar que a imitação não possui como objeto o mundo sensível, mas o “espírito humano”. Imita ações de cunho elevado, na medida em que o espetáculo assim o exigir. Normalmente, a tragédia tende a imitar os homens melhores do que eles o são. A tragédia também deve ser completa e de certa extensão. O espetáculo deve ter começo, meio e fim, que guardam relação e sejam corentes entre si. Além de completa, deve ter uma certa extensão, que não seja breve ou extensa em excesso, e possa ser lembrada. Por fim, a tragédia deve provocar piedade, temor e purificação das emoções. A piedade deve advir dos sofrimentos que já foram ou que estejam sendo vivenciados pelo herói. O temor deve resultar daqueles que virão. A causa final da tragédia ocorre mediante a purificação das emoções, fato que permite ao homem ampliar a experiência humana.

22) Gab: 20

23) Gab: 03

24) Gab: 06

25) Gab: 27

26) Gab: 27

27) Gab: 11

28) Gab: 29

29) Gab: 15

30) Gab: 27

31) Gab: A

32) Gab:

a)      A virtude, segundo Aristóteles, consiste em manter o justo meio, entre um “excesso” e uma “falta” vinculados a sentimentos, paixões e ações. A virtude ética é a mediania entre dois extremos considerados vícios relacionados ao modo humano de agir. Neste sentido, diz Aristóteles, por exemplo, que virtude da coragem é o justo meio entre a temeridade e a covardia, que virtude da temperança é o justo meio entre a intemperança e a insensibilidade, que virtude da justiça é o justo meio entre o ganho e a perda.

b)      A prudência é disposição prática para orientar corretamente a vida do indivíduo, um meio a partir do qual o homem delibera sobre o que é o bem ou o mal para si em qualquer circunstância. A prudência, então, é condição necessária para a escolha do justo meio e, consequentemente, para o agir de acordo com a virtude.

33) Gab: A

34) Gab: D

35) Gab: A

36) Gab: B

37) Gab: FVVV

38) Gab: C

39) Gab: B

40) Gab: D

41) Gab: B

42) Gab: B

43) Gab: A

44) Gab: B

45) Gab: A

46) Gab: C

47) Gab: E

48) Gab: A

49) Gab: B

50) Gab: C

51) Gab: B

52) Gab: C

53) Gab: B

54) Gab: B

55) Gab: C

56) Gab: B

57) Gab: D

58) Gab: C

59) Gab: C

60) Gab: A

61) Gab: B

62) Gab: C

63) Gab: D

64) Gab: B

65) Gab: C

66) Gab: E

Julio Sousa

Macapaense de nascimento e goiano de coração. Fundador dos sites Projeto Medicina, Futuro Militar e Rumo ao ITA.



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