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Como criar um plano de estudos que funciona

É fato que para tão sonhada aprovação, temos que estudar bastante. Entretanto, estudar por estudar não é nada produtivo para quem quer garantir uma vaga numa boa universidade. O segredo, então, é montar um plano de estudos que, de fato, funcione.

Para além das dicas que já trouxemos sobre planejamento de estudos, neste artigo, resolvemos ampliar ainda mais as possibilidades de estratégias. Combinamos algumas das melhores técnicas de planejamento, que já foram aplicadas em diversas áreas, e vamos ensinar como elaborar um plano de estudos infalível!

  1. Entenda o que mais cai na prova
  2. Defina objetivos para os estudos
  3. Como criar uma rotina de estudos usando técnicas de “O Poder do Hábito”
  4. Aprenda a como, de fato, aprender utilizando a Técnica Feynman
  5. Faça da curva do esquecimento a sua melhor aliada
  6. A importância do sono para o rendimento nos estudos
  7. Conecte-se com pessoas que possuem o mesmo objetivo

1. Entenda o que mais cai na prova

ilustração sobre entender o que mais cai na prova

Para quem está querendo garantir um bom resultado nas provas dos principais vestibulares do país, é extremamente importante saber o que mais cai nas provas. 

Saber os principais conteúdos cobrados fará com que você se prepare com mais foco e, claro, os resultados nos exames serão muito melhores. Isso porque você poderá dar prioridade aos temas mais recorrentes, facilitando, inclusive, a elaboração dos objetivos específicos para um plano de estudos estratégico.

Para te ajudarmos nesta tarefa, basta acessar o nosso Guia para Aprovação no Enem 2020. Nele, você poderá encontrar uma lista com exercícios sobre o que mais cai na prova!

2. Defina objetivos para os estudos

ilustração sobre objetivos para os estudos

Estudar por estudar não trará os melhores resultados. Para ter sucesso nos estudos, você deve definir objetivos a fim de que as informações sejam de fato absorvidas.

Montar um plano de estudos não é algo complicado, mas é necessário estratégia, como já falamos muito por aqui. E não cansamos de dizer que de nada adianta colocar em prática o plano de estudos poucos dias antes da prova. Comece agora mesmo a montar seu plano de estudos para ter resultados incríveis nos melhores vestibulares do país!

Como definir objetivos?

Estudar sem objetivos fará com que você fique perdido diante de tantos caminhos a serem seguidos, consequentemente, as chances de cometer erros só aumentam.

Definir objetivos vai auxiliar na organização do tempo e aumentará a sua concentração nos estudos. Isso tudo porque você terá clareza para entender aonde está indo e quais passos deve seguir para cumprir a sua meta: passar no vestibular.

1. Seja específico(a)

Os objetivos precisam ser específicos. Evite generalizações do tipo “aprender matemática básica”. Procure definir um tema mais preciso, por exemplo: aprender razão e proporção em uma semana.

2. Defina objetivos mensuráveis

É importante que os objetivos definidos por você sejam medíveis. é necessário acompanhar seus resultados de perto a fim de garantir que você está evoluindo no processo.

3. Defina objetivos atingíveis

Você precisa ser realista. Não dá para puxar o seu próprio tapete aqui. Identifique o que você tem mais dificuldade e o que tem mais facilidade e procure delinear seus objetivos de forma crescente, ou seja, comece com o que você tem mais facilidade e vá seguindo até conseguir alcançar os temas mais difíceis.

4. Defina um prazo 

Procrastinar é um dos maiores problemas quando o assunto é bater metas. Então, pensando nisso, para evitar o “empurrar com a barriga”, é necessário estipular prazos para finalizar os seus objetivos específicos. Mas cuidado para não cair no desespero caso você não consiga cumprir o prazo. Se isso acontecer, é importante reavaliar os métodos de estudos e rever a organização de divisão de conteúdos.

Agora está mais fácil alcançar os resultados que você tanto deseja 😉

3. Como criar uma rotina de estudos usando técnicas de “O Poder do Hábito”

foto do livro o poder do habito

É muito comum termos dificuldade para iniciarmos uma rotina de estudos. Muitas vezes, criamos um planejamento, mas não conseguimos colocá-lo em prática. Para evitar a sensação de fracasso, de começar algo e não conseguir finalizar, agrupamos algumas dicas valiosas, tendo como base interessantes técnicas de “O Poder do Hábito”, obra de Charles Duhigg.

De acordo com os estudos do autor, o nosso cérebro encontra algumas maneiras de funcionamento para evitar muitos esforços ao longo de nosso dia a dia, e é isso que podemos chamar de hábito. São mecanismos que o nosso cérebro cria para automatizar ações cotidianas.

Duhigg afirma que essa economia de esforço é feita por meio de um loop com três estágios: deixa, rotina e recompensa. Para conseguirmos modificar ou criar uma rotina, é muito importante que conheçamos como são os processos desses três estágios.

Deixa

Esse estágio é tido como um gatilho. É quando algo acontece e o cérebro entende que precisa entrar em modo automático. Podemos dizer que a deixa é a chave do hábito.

Rotina

A rotina é considerada a ação que é ligada pela deixa, sempre que a chave for ligada, essa determinada ação acontecerá. A rotina é o que podemos definir como hábito.

Recompensa

O último estágio acontece quando sentimos a sensação de tarefa cumprida. A partir disso, um estímulo positivo acontece e envia uma mensagem ao cérebro confirmando que a rotina funciona e, portanto, deve ser armazenada.

Como usar esse loop para criar uma rotina de estudos?

A dica aqui é: identifique os hábitos chaves, as deixas, e procure modificá-los. Se você percebe que determinado lugar ou horário de estudo, por exemplo, é um gatilho que te desestimula, você deve alterar essa deixa a fim de que aquilo não faça parte do seu processo de formação de um hábito.

Outro conselho valioso para modificar uma rotina falida é: coloque como meta a eliminação de um obstáculo específico. Para isso, identifique os gatilhos relacionados à situação e crie recompensas para o hábito que você deseja implementar. Faça isso até esse novo hábito se tornar um comportamento automatizado.

O que temos como lição final? Para mudarmos um hábito, devemos planejar antecipadamente sobre como lidar com os gatilhos que nos afundam em uma rotina falida. Portanto, leia atentamente sobre os estágios que compõem o loop e identifique as deixas “do mal”.

4. Aprenda a como, de fato, aprender utilizando a Técnica Feynman

Foto do físico Richard Feynman

“Se você se escutar dizendo: ‘Acho que entendi isso’, significa que não entendeu.”

O físico Richard Feynman afirmava que ao dizer “acho que entendi o que estudei”, você, na verdade, não entendeu o que foi estudado. O autor defende, em sua técnica, que há dois tipos de sabedoria: a que tem como foco apenas saber o nome de algo e a que é focada em de fato saber sobre esse algo.

Neste artigo, como prometido, organizamos as melhores dicas para você criar um plano de estudo que de fato funcione. Então, listamos os 4 passos da Técnica Feynman que te ajudarão a criar um planejamento infalível.

1. Escolha um conceito

Escreva o conceito no topo de uma página em branco e anote tudo que você sabe sobre ele. É importante que você escreva de forma simples e clara, sem muitos rodeios. Escrever de forma complexa pode mascarar o que você realmente conhece sobre aquele assunto.

Este primeiro passo te ajudará a clarear as relações de sentido necessárias para efetiva compreensão daquilo que está sendo estudado. Quem sabe algo é aquela pessoa que consegue explicar claramente aquilo que, em princípio, mostra-se complexo.

2. Ensine -ou simule- para um criança

Explique, claramente, cada tópico, ainda que pareça óbvio para você. Imagine que você está explicando tudo aquilo para uma criança que nunca teve contato com o assunto em questão. E lembrando: não se esqueça de continuar utilizando uma linguagem simples e clara.

Uma dica importante aqui é: não caia na bobeira de acessar jargões e termos complexos. Você precisa simplificar as explicações a fim de fixar aquilo que você escreveu.

3. Identifique as lacunas e volte para pesquisar o que ainda ficou obscuro

Ao longo do processo da etapa anterior, você terá percebido que algumas explicações ficaram mais incompletas ou que algumas relações de sentido você não conseguiu estabelecer. É isso que estamos chamando de lacunas.

Então, para tentarmos solucionar esse problema, selecione os tópicos que foram considerados lacunas e pesquise mais sobre cada uma. Depois disso, escreva, de forma simples e clara, as explicações para cada lacuna identificada. Além disso, para melhor fixar o conteúdo, anote as descrições como se você estivesse explicando para uma criança.

4. Revise e simplifique ainda mais o que foi anotado

Faça uma revisão do que foi estudado e, ao mesmo tempo, vá simplificando as explicações. Neste momento, certifique-se de que nenhum jargão ou conceito complexo está sendo utilizado. Nesta última etapa, é importantíssimo você ter anotações apenas de sua autoria.

Além disso, dê exemplos para as explicações, visto que isso auxiliará o processo de memorização.

Outra intervenção interessante é interligar os tópicos a fim de organizar o que foi estudado, dessa forma, você vai assegurar que a leitura flua e a compreensão do que foi estudado será garantida.

Caso você note mais algumas lacunas, pesquise mais sobre o que ficou obscuro e complemente com mais anotações. 

Não se esqueça de sempre utilizar uma linguagem simples e clara.

5. Faça da curva do esquecimento a sua melhor aliada

A teoria sobre curva do esquecimento, de Hermann Ebbinghaus, analisa a capacidade do cérebro em reter informações ao longo de um determinado tempo. E como isso pode te ajudar a criar um plano de estudos produtivo?

A partir dos estudos do autor, podemos afirmar que “todos nós somos dotados de boa memória; ela só precisa ser trabalhada de forma adequada.”

O nosso cérebro, infelizmente, tende a deixar ir embora algumas informações. Isso é normal e acontece com todo mundo. É algo natural, uma vez que se o nosso cérebro armazenasse tudo, absolutamente tudo que obtemos ao longo de um dia, garanto que logo logo … boom!

Mas é claro que podemos saber mais sobre esse processo de armazenamento para que possamos utilizá-lo da melhor forma possível. Então, nosso proposta aqui é fazer da curva do esquecimento uma das nossas melhores aliadas para a criação e execução do nosso plano de estudos infalível.

gráfico com curva de esquecimento e retenção de ebbinghaus
Curva do Esquecimento de Hermann Ebbinghaus

O autor, em seus estudos, demonstrou que a maior parte do esquecimento é produzida nos primeiros momentos após a aprendizagem. Após 24 horas do primeiro contato com o que foi estudado, nossa capacidade de memorização é drasticamente reduzida. Pasmem: podemos perder até 80% das informações.

Mas nada de desespero! Podemos mudar isso!

Os 4 passos para fazer as pazes com a curva do esquecimento

  1. Faça resumos do que você está estudando;
  2. Durante os seus estudos, marque as partes mais importantes do que está sendo lido. Está liberado abusar dos marcadores e canetinhas coloridas aqui, hein!;
  3. Revise o que foi estudado. É claro que tudo o que foi executado anteriormente foi feito com super rigor e concentração, por isso, revisar o que já foi estudado não significa perder tempo, como muitos por aí dizem. O que você ganhará fazendo revisões pós estudo da matéria? Será possível reativar a memória, conseguindo reter 75%, inicialmente, e podendo chegar até 100% do que foi estudado;
  4. Após revisão e leitura de seus resumos, faça exercícios para colocar em prática aquilo que foi lido. Isso fará com que a assimilação dos pontos mais importante seja ainda mais garantida. Assegurando, assim, a memorização do conteúdo.

6. A importância do sono para o rendimento nos estudos

Segundo especialistas da área, é sugerido que uma pessoa durma pelo menos 7 horas por noite para que o cérebro se mantenha saudável. Mas, infelizmente, sabemos que muitos de vocês não respeitam os limites do corpo e dormem pouco ou não criam uma rotina do sono adequada para recarregarem as energias.

Para garantir uma rotina saudável, é importante que você defina um horário para dormir e para acordar. Com o passar do tempo, seu corpo logo estará acostumado e aquele trim trim desesperador do despertador pode até ser descartado 😉

ilustração de calendário
Defina horário para dormir e para acordar para ter melhores resultados nos estudos.

Se ficar difícil seguir esses horários estipulados, é interessante facilitar o processo. Como fazer isso? Uma das orientações de especialistas é: fique off um pouco antes de dormir. Apague luzes fortes que estejam por perto, procure não ficar investigando tudo do feed do seu Instagram, dê um tempo do celular.

ilustração com o texto ficar off
Fique off para garantir melhores resultados nos estudos.

Outra boa dica é praticar exercícios físicos. Faça atividades leves que deixem seu corpo e mente relaxados para que você consiga desacelerar e, então, garantir um sono de qualidade.

ilustração sobre meditação para o enem
Atividades leves ajudam nos estudos

Tudo isso que apresentamos é para que você ajude o seu cérebro no processo de memorização do que foi estudado. É cientificamente comprovado que um dos momentos de fixação de informações é quando estamos dormindo. Portanto, uma boa noite de sono também é uma forte aliada na hora dos estudos!

7. Conecte-se com pessoas que possuem o mesmo objetivo

Nós, que já estamos ligados nos estudos sobre relações sociais, sabemos bem que, desde a antiguidade, grupos eram formados para garantia da sobrevivência de nossa espécie.

Como Aristóteles afirmou, o ser humano, naturalmente político, busca a comunidade para alcançar a completude. Então, refletindo um pouco sobre as contribuições aristotélicas, podemos afirmar que manifestamos maior grandeza humana através da convivência.

Tendo em mente, então, a importância da convivência, sugerimos que você não fique sozinha(o) nesta jornada. E, para além disso, é importante que você esteja conectado(a) com uma galera que possa te trazer mais força durante essa caminhada, que, às vezes, pode ser dura.

E nós, do Projeto Medicina, pensando nisso, resolvemos te ajudar mais um pouquinho. O primeiro passo ficou por nossa conta: criamos um grupo de WhatsApp para você trocar experiências sobre qualquer assunto relacionado às provas.

Você pode, inclusive, trocar uma ideia sobre o seu plano de estudos com o pessoal. Não fique de fora, conecte-se agora 😉

Mariana Pacheco

Letrista. Educadora e mestra nas redações. Aqui, no Projeto Medicina, produzindo uns conteúdos bão que te ajudarão neste universo dos vestibulares.


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